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Quem era Nathalia Gadelha, copilota morta em queda de avião nos EUA

Brasileira de 20 anos estava entre as nove vítimas de um jato particular que caiu na Flórida no domingo.

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Quem era Nathalia Gadelha, copilota morta em queda de avião nos EUA
Foto: Reprodução

Queda de avião nos EUA matou Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, no domingo (1º), na Flórida. A brasileira estava entre as nove vítimas de um jato particular que caiu em Greenacres, no condado de Palm Beach.

Nathalia trabalhava como copilota da aeronave e, segundo a família, realizou o sonho de seguir carreira na aviação. Ela nasceu nos Estados Unidos, tinha cidadania brasileira e morava com a família em Boca Raton, na Flórida.

A jovem atuava para a Upper Jets, empresa de fretamento de aeronaves particulares sediada em Fort Lauderdale. Apesar da pouca idade, ela acumulava mais de 1.300 horas de voo.

Sonho pela aviação desde a infância

A paixão pela aviação começou ainda na infância, quando Nathalia acompanhava o pai, piloto recreativo, em seus voos. Segundo a mãe, Camila Corteleti, a filha também costumava visitar o aeroporto de Boca Raton para observar decolagens e pousos.

Aos 12 anos, Nathalia já havia decidido que queria ser piloto. Mais tarde, aos 17, conseguiu a licença de piloto privado, enquanto ainda cursava o ensino médio.

Camila relembrou o entusiasmo da filha pela profissão e destacou a forma como ela via o trabalho no ar. “Era completamente diferente ver o mundo lá de cima”, disse a mãe. Ela também definiu Nathalia como “uma menina muito boa, responsável, trabalhadora”.

Como aconteceu a queda

O acidente ocorreu na tarde de domingo, em uma área residencial de Greenacres. O Learjet 60 havia decolado do Texas com destino às Bahamas quando caiu e pegou fogo.

Todos os nove ocupantes morreram. Nenhuma pessoa em solo morreu ou ficou ferida, segundo as informações divulgadas sobre o caso.

De acordo com relatos publicados pela imprensa americana, a aeronave enfrentou condições meteorológicas adversas. Nas comunicações com o controle de tráfego aéreo, um dos pilotos citou chuva, formação de gelo e turbulência moderada.

A tripulação também pediu autorização para subir a 37 mil pés de altitude. Pouco depois, houve um pedido de socorro conhecido como mayday.

Uma voz feminina, ainda não identificada oficialmente, informou que o avião perdia altitude rapidamente. “Vamos bater no chão”, disse a pessoa na comunicação de emergência.

Embora exista a possibilidade de a voz ser de Nathalia, não há confirmação oficial sobre essa identificação.

Investigação em andamento

A queda deixou uma cratera em chamas e espalhou destroços pela região. As causas do acidente ainda não foram determinadas.

A investigação está sob responsabilidade da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, a FAA, e do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes, o NTSB.

Entre os pontos analisados estão as condições meteorológicas, as comunicações da tripulação e o comportamento da aeronave antes da queda. Jared Isaacman, administrador da Nasa, também comentou a tragédia e pediu cautela com especulações.

Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que Nathalia estava fazendo o trabalho dela durante os momentos finais do voo. “Ela estava fazendo o trabalho dela”, declarou.