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Gilmar Mendes critica atuação do TSE nas eleições de 2026

Ministro do STF cobrou imparcialidade e disse que silêncios e hesitações podem enfraquecer a resposta institucional.

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Gilmar Mendes critica atuação do TSE nas eleições de 2026
Foto: Reprodução

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a atuação do TSE nas eleições de 2026. A manifestação ocorreu na noite de segunda-feira (2), em publicação no X, e cobrou imparcialidade de quem comanda a Justiça Eleitoral.

Segundo o decano, omissões podem comprometer a resposta institucional. Além disso, ele afirmou que silêncios e hesitações alimentam ataques ao sistema eleitoral.

Embora não tenha citado nomes, a fala se refere à Justiça Eleitoral presidida pelo ministro Kassio Nunes Marques. Gilmar escreveu que espera do dirigente do órgão a postura de árbitro equidistante, como prevê a Constituição.

Cobrança por postura institucional

Gilmar também destacou os efeitos da falta de posicionamento em momentos decisivos. Para ele, a ausência de manifestações pode abrir espaço para decisões contraditórias e para a atuação de outras instâncias.

Além disso, o ministro afirmou que a omissão pode servir de pretexto para quem insiste em atacar um sistema eleitoral íntegro e confiável. Em sua avaliação, a colegialidade do TSE cumpriu seu papel, porém a solidez do processo não deve depender apenas do colegiado.

Segundo dados do TSE citados pela CNN, a Justiça Eleitoral recebeu mais de 100 mil processos relacionados às eleições neste ano. Entre eles, estavam disputas entre campanhas presidenciais sobre propaganda nas redes sociais.

Votação e resultado do segundo turno

Lula (PT) venceu o segundo turno de 25 de outubro com 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) teve 59.826.041 votos, ou 48,21%.

A diferença superou 4,4 milhões de votos. Ainda assim, a votação foi prorrogada até as 19h por decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, após as duas candidaturas relatarem dificuldades no transporte público.

Conforme o TSE, 34.393 votos foram computados depois das 17h. Esse total ficou abaixo de 1% da vantagem final de Lula.

Contestação após a derrota

Depois da derrota, Flávio deixou o Brasil e seguiu para Miami. No exterior, publicou uma carta na qual se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

A frase saiu de uma nova versão divulgada minutos depois. O senador também alegou fraude eleitoral, mas não apresentou provas.

Em resposta, Nunes Marques disse que as eleições transcorreram dentro da mais absoluta normalidade. Ele também afirmou que o pleito respeitou os ditames legais e constitucionais.

Além disso, o ministro destacou a vontade soberana do eleitorado. Segundo ele, os eleitores foram às urnas e escolheram legitimamente seus representantes.

“Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e a competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança”, escreveu em comunicado.

O debate sobre a atuação do TSE ganhou força após a publicação de Gilmar Mendes. Assim, a discussão voltou a envolver a condução da Justiça Eleitoral e a resposta institucional em momentos de tensão.

Para quem acompanha o tema, a controvérsia também reforça a atenção sobre a atuação do TSE na organização do processo eleitoral.