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Jardins do Palácio Guanabara terão visitação gratuita no Rio

Espaço histórico em Laranjeiras abre ao público em 7 de novembro, com agendamento on-line e limite de 75 pessoas por dia.

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Jardins do Palácio Guanabara terão visitação gratuita no Rio
Foto: Reprodução

Os jardins do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, terão visitação pública e gratuita a partir de 7 de novembro. O acesso ocorrerá aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h, com inscrição antecipada pela internet.

O espaço integra a sede do governo do Estado do Rio de Janeiro e poderá receber até 75 visitantes por dia. Além disso, o passeio permitirá conhecer esculturas, palmeiras imperiais, jardins ornamentais e um chafariz histórico.

Como funciona o agendamento

As inscrições deverão ser feitas no site jardimpalacio.rj.gov.br. A visitação terá três horários: das 10h às 12h, das 12h às 14h e das 14h às 16h.

Cada turno contará com 25 vagas. Assim, o limite diário será de 75 pessoas. A circulação pelos jardins será livre, sem roteiro obrigatório e sem necessidade de guia.

Os visitantes, no entanto, deverão respeitar as orientações de segurança e as áreas delimitadas. Segundo o governo estadual, as visitas poderão ser suspensas por compromissos oficiais, presença de autoridades ou operações de segurança.

O que o público poderá ver

O conjunto paisagístico tem projeto atribuído ao francês Paul Villon, do início do século XX. O desenho reúne referências do paisagismo francês e elementos românticos, com canteiros geométricos, gramados, flores e árvores ornamentais.

Entre os destaques está o chafariz de Netuno. A peça traz a estátua do deus romano dos mares, com tridente, cercado por crianças montadas em delfins. A obra é atribuída ao escultor francês Gabriel Dubray.

Os jardins também reúnem vasos de terracota com cenas da mitologia de Baco e quatro esculturas que representam as estações do ano. Essas peças entraram no espaço durante uma reforma realizada em 1920.

A vegetação inclui palmeiras imperiais e árvores frutíferas de várias regiões do mundo. Entre elas, estão mangueiras, jambeiros e jaqueiras.

História do palácio

O imóvel foi construído em 1853 como residência particular. Depois, a família imperial o adquiriu em 1864 e promoveu reformas para receber a Princesa Isabel e o Conde d’Eu.

Naquele período, o local passou a ser chamado de Paço Isabel. O casal também mudou os jardins, com o plantio de espécies exóticas e de duas fileiras de palmeiras imperiais ao longo da Rua Paissandu.

Em 1890, o imóvel passou ao patrimônio da União e recebeu o nome de Palácio Guanabara. Antes de se tornar sede do governo estadual, o edifício também abrigou instalações militares e residências oficiais de presidentes da República.

As regras da visitação incluem proibição de animais de estimação, com exceção de cães-guia. Também não será permitido entrar com armas, bebidas alcoólicas, drogas, produtos inflamáveis, equipamentos de som, drones sem autorização e outros itens.

Além disso, os visitantes não poderão fumar, retirar plantas ou subir em árvores, monumentos e estruturas ornamentais. O regulamento também veta comércio ambulante, manifestações políticas e circulação com trajes de banho ou sem camisa.