ClickRio
Últimas
Política

Ataques a alunos por apoio a Lula mobilizam escola na Barra

Pais registram ocorrência após publicação de fotos e ofensas contra adolescentes do Colégio SAP, na Zona Oeste do Rio.

· 2 min de leitura
Ataques a alunos por apoio a Lula mobilizam escola na Barra
Foto: Reprodução

Os ataques a alunos do Colégio SAP, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, começaram após apoio a Lula nas eleições. A situação ganhou força depois da circulação de fotos de adolescentes em uma página fechada no Instagram.

As imagens mostravam estudantes que participaram de passeatas ou divulgaram referências ao PT. Depois da derrota de Flávio Bolsonaro no último domingo, as publicações passaram a reunir ofensas contra os adolescentes e suas famílias.

O caso levou um grupo de pais a registrar boletim de ocorrência na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, a DCAV, na Lapa. A polícia recebeu o registro como injúria e ameaça.

Ofensas e ameaças nas redes

No perfil @sapfofocanews, as fotos vieram acompanhadas de comentários ofensivos. Entre as mensagens, apareciam frases como “devem ser pobres e não sabem de nada” e “isso é coisa de pobre”.

Além disso, outras publicações atacavam meninas com a expressão “meninas nojentas”. Em uma das postagens, alunas também teriam recebido uma ameaça direta: “Sei de muita coisa sua”.

As ofensas reforçaram a preocupação das famílias, que decidiram procurar a polícia. Assim, a denúncia passou a tratar também das ameaças feitas no ambiente digital.

Escola tentou identificar responsáveis

Depois de saber das publicações, a direção do colégio conversou com estudantes e pais ao longo da semana. A escola também esteve nas salas de aula para tratar do episódio.

De acordo com a apuração interna, a instituição tentou identificar os responsáveis pelas postagens. No entanto, não conseguiu descobrir quem criou o conteúdo e divulgou as imagens dos adolescentes.

Mesmo com as medidas adotadas, os alunos expostos seguem ouvindo provocações de colegas nos corredores. Dessa forma, o episódio continua dentro da rotina escolar.

As famílias recorreram à polícia diante das ofensas e ameaças. A ocorrência ficou formalizada na DCAV, que recebeu o registro como injúria e ameaça.