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Milei defende atuação da Argentina na fuga de Flávio Bolsonaro

Chefe de gabinete disse que o senador entrou e saiu do país sem impedimentos legais, enquanto oposição pede esclarecimentos.

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Milei defende atuação da Argentina na fuga de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

A fuga de Flávio Bolsonaro ganhou novo capítulo nesta quinta-feira, 29, em Buenos Aires, na Argentina. O chefe de gabinete de Javier Milei, Diego Santilli, defendeu a atuação do governo argentino no caso.

Ele afirmou que o senador entrou e saiu do país com a documentação em ordem. Santilli também disse que não havia impedimento da Interpol.

Versão do governo argentino

Segundo Santilli, a Direção Nacional de Migrações informou que Flávio Bolsonaro entrou com documentação correspondente e saiu nas mesmas condições. Ele fez a declaração durante uma agenda em Rosario, ao canal argentino El Tres.

De acordo com o órgão, Flávio e a família chegaram à Argentina às 22h50 de terça-feira, 27. Eles atravessaram a ponte internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu a Porto Iguaçu.

Depois, embarcaram em um jato particular operado pela Baires Fly S.A. O voo seguiu para Guayaquil, com destino final em Miami.

O órgão argentino também afirmou que a família entrou com documentação de viagem válida. Além disso, disse que não houve impedimento legal para a entrada no país.

Documentos e decisão do STF

Mais tarde, surgiu a informação de que Flávio usou passaporte italiano para entrar na Argentina. Ele também teria usado o passaporte diplomático brasileiro para entrar nos Estados Unidos.

Isso ocorreu mesmo após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que ele entregasse os documentos. Ainda assim, não havia ordem judicial para prender o político ou impor outra medida semelhante.

A repercussão do caso aumentou na Argentina. Após a divulgação de que um jatinho aguardava o embarque em Porto Iguaçu, circularam versões diferentes sobre a viagem.

Ao mesmo tempo, aliados do senador afirmaram que ele já estava nos Estados Unidos, embora a aeronave continuasse estacionada em solo argentino.

Pressão da oposição

Durante o dia, o governo argentino negou que o aliado de Milei estivesse no país. Além disso, evitou responder a questionamentos mais detalhados sobre o episódio.

Depois, surgiu a informação de que Santiago Caputo, estrategista político e braço direito de Milei, esteve em Porto Iguaçu. Segundo as versões divulgadas, ele ajudou Flávio, e o transporte teria contado com uma camionete com chapa diplomática.

Ao chegar aos Estados Unidos, o senador divulgou uma carta de agradecimento ao aliado. No texto, ele citou a