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Petrobras encontra petróleo pela terceira vez em poço no Amapá

Descoberta no poço Morpho reforça as expectativas da estatal na Margem Equatorial, enquanto a sondagem segue para o Rio Grande do Norte.

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Petrobras encontra petróleo pela terceira vez em poço no Amapá
Foto: Reprodução

A Petrobras identificou petróleo no Amapá pela terceira vez no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. A descoberta ocorreu no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas, e reforça as expectativas da estatal sobre a Margem Equatorial.

O resultado soma-se às duas ocorrências anunciadas em agosto e no início de outubro deste ano. A distância entre a superfície do mar e o fundo do oceano é de 2.886 metros, mas essa medida não corresponde à profundidade total da perfuração.

Expectativa da estatal

Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, os três resultados aumentam o otimismo da companhia.

“Essa é a marca do nosso trabalho: dedicação e foco em resultados”

A exploração do bloco integra a estratégia da empresa para repor reservas de petróleo e gás. Além disso, a Petrobras busca novas áreas que possam contribuir para atender à demanda de energia.

As informações divulgadas não trazem estimativa de volume recuperável. Também não há conclusão sobre a viabilidade comercial das descobertas, já que a etapa ainda integra a fase de exploração.

Fim da perfuração no Morpho

A Petrobras concluiu a perfuração e a coleta de dados sobre as rochas do poço. Esses registros ajudam a avaliar a presença de petróleo e as características da área explorada.

Agora, a companhia vai encerrar os trabalhos e realizar o fechamento do poço. O procedimento, tecnicamente chamado de abandono, marca o fim da operação no local.

Depois disso, a sonda seguirá para a Bacia Potiguar, na costa do Rio Grande do Norte. O próximo trabalho previsto é a perfuração de outro poço, na área chamada Mãe de Ouro.

Enquanto isso, a movimentação dá continuidade às atividades exploratórias da empresa em uma nova região. A Margem Equatorial, citada por Magda Chambriard, fica próxima à linha do Equador e concentra parte das expectativas da companhia.

Multa por vazamento

A operação no Morpho também teve um incidente ambiental neste ano. Em fevereiro, o Ibama aplicou multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras.

A penalidade ocorreu pela descarga de 18,44 metros cúbicos de fluido de perfuração de base não aquosa no mar. O episódio aconteceu em 4 de janeiro, na instalação Navio Sonda 42, que trabalhava no local.

Segundo as informações divulgadas, o incidente ocorreu 75 dias após a autorização do órgão ambiental para a exploração. Na ocasião, a Petrobras informou que interrompeu a perfuração ao identificar perda de fluido em duas linhas auxiliares.

Além disso, a companhia afirmou que conteve o vazamento imediatamente. A empresa também disse que levou as estruturas à superfície para avaliação e reparos.

O fluido continha componentes classificados como de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema aquático.