Drone mata 13 na Ucrânia e Kiev faz maior ataque à Rússia
A escalada ocorre antes da retomada das negociações entre os rivais, prevista para a próxima semana, sob mediação dos Estados Unidos.

Um drone russo matou ao menos 13 pessoas nesta quinta-feira (29) em Dnipro, no centro da Ucrânia. Ao mesmo tempo, Kiev fez o maior ataque com aviões-robôs contra a Rússia desde o início da guerra.
A guerra na Ucrânia voltou a se intensificar antes da retomada das negociações entre os dois lados. O encontro deve ocorrer no fim da próxima semana, com mediação dos Estados Unidos, e ambos buscam mostrar força.
Estação atingida e recorde de drones
Segundo o texto original, a estação de trem foi atingida por um drone a jato. Esse tipo de aparelho ganhou uso mais amplo neste ano e é mais difícil de interceptar.
Na mesma noite, as defesas antiaéreas russas derrubaram 1.214 drones, informou o relato. O número superou o recorde anterior, de 1.100, registrado em setembro.
Moscou não informou quantos aparelhos escaparam da operação. Ainda assim, o ataque deixou danos materiais em várias regiões e matou uma pessoa em Belgorodo, no sul do país.
Pressão política e negociações
Mais da metade dos drones foi lançada contra a capital russa. A cidade recebe nesta semana 22 chefes de Estado ou de governo na terceira cúpula de Putin com líderes da África.
Para o porta-voz Dmitri Peskov,
“é muito estranho”
que o ataque ocorra nesse momento.
O encontro Rússia-África aconteceu pela primeira vez em 2019. Naquele momento, o governo russo via a aproximação com países africanos como um sucesso diplomático.
Em 2023, a segunda edição teve menos adesão, já com a guerra em curso. O cenário mudou ainda mais após a crise envolvendo Ievguêni Prigojin, líder do grupo Wagner.
Agora, o movimento diplomático ocorre em outro contexto. Donald Trump voltou a se aproximar de Vladimir Putin e a pressionar Volodimir Zelenski, segundo o texto original.
Além disso, Trump fechou um acordo para comprar diesel russo. A medida buscava baixar os preços nos Estados Unidos antes da eleição legislativa de terça-feira (3).
Com isso, a suspensão de sanções energéticas também estimulou africanos a buscar novos acordos. Esses entendimentos vão além das compras militares, conforme o texto.
Nesta semana, a Etiópia informou ter recebido 12 caças avançados Su-35. O país havia encomendado os aviões um ano antes do prazo final da encomenda.
O movimento de Trump levou à retomada das conversas diretas entre Moscou e Kiev. As tratativas devem ocorrer em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, sob supervisão americana, a partir da próxima sexta-feira (6).
Apesar da escalada, os rivais também deram sinais de trégua. Eles trocaram corpos de soldados e prisioneiros de guerra vivos e concordaram com um cessar-fogo pontual na região de Olechki.
A cidade ficou conhecida pelos combates intensos e pelo cerco aos 2.000 moradores que restaram. A trégua começou na terça-feira (27) e, nesta quinta, os russos levaram jornalistas americanos até o local.
Além disso, a ajuda humanitária e a evacuação de civis devem começar ainda nesta noite ou na sexta-feira (30).



