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Waguinho reassume cargo na PortosRio e fará viagem ao Japão

Ex-prefeito de Belford Roxo volta à estatal e participará de missão internacional com custo de R$ 45 mil, sem passagens e diárias.

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Waguinho reassume cargo na PortosRio e fará viagem ao Japão
Foto: Reprodução

O ex-prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, reassumiu a assessoria de Relações Institucionais da PortosRio no começo de outubro. Além disso, ele já tem uma viagem marcada para o Japão, dentro de uma missão da companhia. O PortosRio Waguinho volta ao centro do debate político com o retorno dele à estatal.

A viagem terá custo de R$ 45 mil, sem contar passagens e diárias. O roteiro da comitiva inclui até um trajeto de trem-bala. Waguinho voltou ao cargo após disputar uma cadeira no Senado pelo Rio nas eleições deste ano.

Retorno à estatal

Ele substituiu a irmã, Fabiane dos Santos Carneiro, na função. Conforme o texto original, a influência de Waguinho sobre a administração dos portos fluminenses também é apontada como parte da contrapartida pelo apoio dado à campanha de Lula, em 2022, na Baixada Fluminense.

De acordo com a publicação, Waguinho também emplacou Flávio Vieira da Silva, seu ex-secretário municipal, na presidência da empresa. Além disso, distribuiu outros cargos entre aliados. O Ministério Público Federal determinou, no último dia 16, um prazo de dez dias para que o presidente da estatal esclareça os critérios usados na nomeação de cinco aliados do ex-prefeito.

O órgão também já cobrou explicações sobre a falta de experiência na área portuária de alguns indicados. Entre os exemplos citados, está o superintendente de Recursos Humanos, formado em Tecnologia da Informação.

Apurações sobre convênio

Waguinho também é alvo de apurações de órgãos de controle sobre o uso de um convênio de R$ 35 milhões firmado pela PortosRio com universidades públicas. A suspeita é de que os recursos tenham sido usados para remunerar cabos eleitorais disfarçados de “bolsistas”.

Na mesma quarta-feira, a Câmara do Rio aprovou um projeto de lei sobre formação cívica, disciplina social e responsabilidade nas escolas públicas. A proposta, de autoria da vereadora Alana Passos, segue para análise do prefeito Eduardo Cavaliere, que tem 15 dias para sancionar ou vetar o texto.

Segundo a parlamentar, a ideia busca estimular valores como respeito, autodisciplina, pontualidade, cooperação e cuidado com espaços coletivos. Caso vire lei, as escolas poderão organizar atividades de conservação, campanhas de preservação e ações de incentivo à pontualidade. Saiba mais sobre a Lei de Acesso à Informação.

O texto também prevê reconhecimentos simbólicos para alunos com boas práticas de cidadania. As atividades deverão respeitar as diretrizes educacionais vigentes e poderão ser adaptadas à realidade de cada unidade. A proposta cita o modelo educacional japonês como referência de disciplina e responsabilidade coletiva.

Além disso, a implementação dependerá das condições orçamentárias, estruturais e pedagógicas da rede municipal. O Poder Executivo também poderá regulamentar o programa. Enquanto isso, a Alerj aprovou projeto que reconhece o Estádio Nilton Santos como patrimônio cultural, turístico e imaterial do Rio.

O “Engenhão”, localizado no Engenho de Dentro, foi construído pela Prefeitura do Rio para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Desde então, o Botafogo detém a posse do estádio por concessão. Para valer, a proposta ainda depende da sanção do governador em exercício, Ricardo Couto.

Outra frente política movimentou o dia com a decisão de Talíria Petrone, que exonerou um assessor parlamentar após a prisão dele por suspeita de participar de uma rede de exploração sexual de menores. Segundo a Polícia Civil, oito pessoas foram presas, entre elas um terceiro-sargento da Polícia Militar lotado no 1º BPM, em São Gonçalo.

De acordo com a deputada federal, ela foi surpreendida pela operação e determinou a exoneração do assessor enquanto aguarda a apuração dos fatos. A Corregedoria da Polícia Militar também informou que vai investigar o caso.

Mais cedo, a PGE se manifestou contra punição à campanha de Lula por suposta propaganda antecipada no desfile da Acadêmicos de Niterói. O parecer afirmou que não houve pedido explícito de votos. O caso ainda depende de decisão do TSE.