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Democratas criticam visto de Trump a Flávio Bolsonaro

Comitê da Câmara dos EUA e deputado Joaquin Castro contestam a decisão e citam o caso do senador brasileiro.

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Democratas criticam visto de Trump a Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

O visto de Flávio Bolsonaro virou alvo de críticas de democratas nos Estados Unidos nesta quarta-feira (28). O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados contestou a decisão do governo Donald Trump de conceder autorização ao senador brasileiro.

Nas redes sociais, o comitê, ligado aos democratas, comparou a política migratória norte-americana com o tratamento dado ao senador e à família Bolsonaro. Além disso, o grupo afirmou que pessoas que fogem de conflitos não recebem asilo, enquanto Flávio teria recebido apoio do governo americano.

Críticas nas redes sociais

O comitê publicou uma mensagem no X com referência ao secretário de Estado Marco Rubio. No texto, a postagem disse: “Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou de conflitos no Haiti, mas [o secretário de Estado Marco] Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro”.

Em seguida, o grupo também escreveu: “Aparentemente, fugir da violência não qualifica [o migrante a entrar nos Estados Unidos]. Negar resultados eleitorais, sim”. O post citou que o Departamento de Estado planeja conceder vistos a Flávio e à família dele.

O deputado democrata Joaquin Castro também comentou o caso em seu perfil no Instagram. Ele afirmou que “perder as eleições não é motivo para asilo”.

Castro disse ainda que o governo Trump estaria concedendo refúgio a Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. Segundo ele, o senador está sob investigação no Brasil por suposta corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Viagem para Miami

Flávio Bolsonaro, a esposa e as duas filhas chegaram a Miami nesta quarta-feira. Eles cruzaram a fronteira brasileira com a Argentina e seguiram em voo para os Estados Unidos. A aeronave privada ainda fez uma parada no Equador.

Na terça-feira (27), um aliado próximo de Flávio e uma fonte do governo norte-americano confirmaram à Reuters que o senador havia fugido para os Estados Unidos. Segundo a apuração, ele descumpriu o prazo dado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar os passaportes à Polícia Federal.

Na véspera, em vídeo publicado nas redes sociais após ser intimado pelo Judiciário, Flávio negou que pretendia deixar o Brasil. Ele disse que ficaria no país para organizar a oposição contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula foi reeleito no domingo ao derrotar o senador no segundo turno da eleição presidencial, por mais de 4,4 milhões de votos. Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes de Flávio no âmbito de um inquérito em que o senador é investigado por lavagem de dinheiro.

O processo também envolve o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. Ambos negam qualquer irregularidade. A decisão do ministro do STF ocorreu após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, dizer em uma transmissão nas redes sociais que ele deveria deixar o país caso perdesse a eleição presidencial.