Edifício Seabra no Rio reúne mármore italiano e ouro no Flamengo
Prédio de 1931, na Praia do Flamengo, tem ligação com família nobre e segue como endereço histórico da Zona Sul.

O Edifício Seabra, no Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro, chama atenção desde 1931. O prédio ocupa o número 88 da Praia do Flamengo e guarda marcas da aristocracia carioca.
Também chamado de Palais Seabra ou “Dakota Carioca”, o imóvel nasceu de um pedido de Assunta Grimaldi Seabra ao marido. Ela era italiana, e ele, o comendador português e industrial têxtil Gervásio dos Santos Seabra.
O projeto leva a assinatura do arquiteto italiano Mario Vodret. Além disso, a construção segue uma inspiração ligada aos palácios da Primeira Renascença, o que ajuda a explicar a aparência monumental.
Arquitetura e conservação
O edifício combina ecletismo e elementos decorativos marcantes. Sua fachada escura reúne base de granito, arcos e colunas, enquanto o interior traz mármore italiano e detalhes folheados a ouro.
A Prefeitura do Rio tombou o prédio em 1995. Por isso, o imóvel segue protegido como referência histórica da cidade.
Hoje, o Edifício Seabra ainda abriga dezenas de moradores em seus 12 andares. Entretanto, os apartamentos raramente aparecem no mercado imobiliário, por causa do valor histórico e afetivo do conjunto.
Ligação com a família Seabra
Nenhum integrante da família Seabra mora mais no local. Os herdeiros deixaram a cobertura de cerca de 2 mil metros quadrados em 2002.
Depois disso, o espaço foi vendido em meados de 2012 por cerca de R$ 7 milhões. A compra ficou com um grupo de investidores privados liderado pelos fundadores da Universidade Anhembi Morumbi.
Logo após a negociação, a cobertura deixou de funcionar como um único apartamento. Assim, uma reforma estrutural transformou o espaço em unidades residenciais menores.
O prédio segue como um dos endereços mais conhecidos da Praia do Flamengo. Além disso, sua história mantém vivo o vínculo entre arquitetura, memória e a antiga elite carioca.