Justiça nega pedido de prisão de empresário acusado em SP
Ministério Público quer a volta de Ivo Kos à prisão e pede mais proteção à vítima e às testemunhas.

A Justiça de São Paulo negou o novo pedido do Ministério Público para prender novamente o empresário Ivo Kos. O caso envolve a prisão de empresário acusado de agredir a esposa, a cirurgiã-dentista Giullia Falcão Kos, de 27 anos.
O órgão apresentou o segundo recurso nesta terça-feira, 27 de outubro. A iniciativa ocorreu após a expedição do alvará de soltura na semana anterior.
Pedido do Ministério Público
O Ministério Público afirma que a liberdade do acusado coloca em risco a integridade física da vítima. Além disso, o órgão diz que a soltura pode atrapalhar a instrução criminal.
Segundo o pedido, a vítima e as testemunhas ainda não foram ouvidas em juízo. Por isso, o Ministério Público quer que a prisão preventiva volte a valer.
O recurso foi assinado pelo procurador de Justiça Eder Segura. Ele reforça argumentos apresentados em uma contestação anterior, protocolada em 22 de outubro.
Agir em Pinheiros
O caso aconteceu em 14 de agosto, no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. As agressões atribuídas ao empresário foram registradas por câmeras de segurança.
Ivo Kos foi preso em flagrante no mesmo dia. A cirurgiã-dentista relatou ter sido agredida pelo marido e publicou registros do episódio nas redes sociais.
As imagens de segurança também integram o processo que apura as circunstâncias da violência. De acordo com o Ministério Público, a apuração ainda depende de depoimentos e de outras medidas judiciais.
Justiça de São Paulo
Medidas de proteção
Além da prisão, o Ministério Público pediu reforço das medidas de proteção à vítima. Entre elas, o órgão solicitou restrições de circulação ao acusado e um dispositivo de alerta para a mulher.
O pedido também inclui busca e apreensão de objetos usados nas agressões, além de eventuais armas. Ainda, a promotoria quer proibir contato do empresário com testemunhas do processo.
O Ministério Público pediu, inclusive, que o acusado participe de um programa de recuperação, reeducação e acompanhamento psicossocial. As solicitações buscam ampliar a proteção da vítima e preservar o andamento da investigação.
Liberdade após acordo
Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, Ivo Kos deixou a Penitenciária de Potim II após a decisão judicial. Depois disso, ele publicou nas redes sociais uma foto ao lado do filho para comemorar a soltura.
A revogação da prisão preventiva ocorreu após um acordo entre o empresário e a vítima para formalizar o divórcio. No entanto, o Ministério Público afirma que esse entendimento não elimina os riscos do processo criminal.
O órgão também ampliou a denúncia para incluir o crime de tortura. Agora, o novo recurso aguarda análise do Judiciário paulista, enquanto a determinação que autorizou a soltura continua válida.



