Panelaço de Janones é convocado para entrevista de Flávio Bolsonaro
Deputado da Rede pede que apoiadores batam panelas nesta sexta-feira (16), a nove dias do segundo turno da disputa presidencial entre Flávio e Lula.

O deputado federal André Janones (Rede-MG) convocou seus seguidores nas redes sociais para um panelaço durante a entrevista do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma emissora de televisão. A participação está marcada para as 21h15 desta sexta-feira (16).
A mobilização ocorre a nove dias do segundo turno das eleições presidenciais. Na votação, o senador enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em vídeo publicado nas redes, Janones pediu que os apoiadores batam panelas enquanto Flávio estiver no ar. Além disso, o parlamentar fez referência aos protestos realizados contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), sobretudo durante o segundo mandato dela.
Na legenda da publicação, ele associou o ato a esse período. “Urgente! Dilma Rousseff será vingada hoje! Explode!”, escreveu.
No vídeo, o deputado detalhou o pedido. “Pessoal, urgente! Hoje, às 9 horas da noite, o Brasil inteiro, de ponta a ponta, vai bater panela enquanto o nosso adversário, que eu nem falo o nome, estiver dando entrevista”, afirmou.
Em seguida, Janones reforçou a convocação em tom enfático e sugeriu o uso de colheres e panelas. “Eu quero que vocês peguem uma colher e batam na panela, mas batam até amassar. Depois, troquem, comprem outra panela, comprem outra colher. Depois vocês dão um jeito. Mas é para bater a colher na panela sem dó!”, declarou.
Janones também coordena o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. Segundo as informações divulgadas, o espaço reúne 4,8 milhões de seguidores e serve para a circulação de conteúdos políticos ligados ao presidente e à campanha eleitoral.
A referência a Dilma remete aos panelaços feitos principalmente em 2015 e 2016. Naquele período, opositores da então presidente protestavam durante pronunciamentos oficiais e aparições dela na televisão.
Por isso, o barulho de panelas nas janelas de prédios e residências se tornou uma das formas mais conhecidas de manifestação contra o governo. O cenário incluía crise econômica, queda de popularidade da presidente e o processo político que terminou no impeachment de Dilma Rousseff.



