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Meta nega favorecimento político e culpa falhas técnicas

Empresa de Facebook, Instagram e WhatsApp respondeu a ação da campanha de Lula, admitiu falhas e negou interferência no processo eleitoral.

fabricio · 3 min de leitura
Meta nega favorecimento político e culpa falhas técnicas
Foto: Reprodução

A Meta nega favorecimento político a candidatos nas eleições brasileiras e atribui os problemas relatados pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva a erros operacionais e falhas técnicas. Em nota, a empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp afirmou que aplica suas regras de forma igual para todos e que “não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição”.

O posicionamento foi divulgado depois de a campanha de Lula protocolar uma ação. No processo, a equipe alega que a plataforma falhava de maneira reiterada na entrega de suas publicações. Em resposta, a Meta declarou que os episódios citados têm explicações documentadas e negou qualquer tentativa de interferir no processo eleitoral.

Entre os casos, a empresa citou a suspensão da conta de anúncios da campanha de Lula, em 23 de setembro. Segundo a Meta, a conta foi desativada por engano por pouco mais de uma hora, durante uma análise antifraude. Um anúncio teria sido classificado de forma incorreta como possível tentativa de se passar por um programa social do governo.

Ainda de acordo com a empresa, a suspensão não teve motivação política, e as páginas oficiais da campanha no Facebook e no Instagram não foram bloqueadas. A Meta acrescentou que a análise ocorreu no contexto de um acordo firmado com a Advocacia-Geral da União para combater golpes que usam programas federais.

Além disso, a companhia criticou as regras brasileiras para conteúdo digital. Para a Meta, elas ampliam a responsabilidade das plataformas por publicações e anúncios de terceiros e podem levar à aplicação excessiva de restrições.

Outro episódio mencionado ocorreu em 7 de outubro, quando um problema técnico afetou a contagem de visualizações e reprises de Reels. Por cerca de cinco horas, os números ficaram congelados, incorretos ou zerados, embora os vídeos continuassem sendo distribuídos. Conforme a empresa, usuários de mais de cem países foram atingidos.

A Meta afirmou ainda que a campanha de Flávio Bolsonaro também entrou em contato naquele dia para relatar a falha. Dois dias depois, uma atualização de código provocou um problema global no Gerenciador de Anúncios. Como consequência, anunciantes ficaram temporariamente impedidos de criar anúncios a partir de publicações já feitas no Instagram.

Por fim, a empresa admitiu lacunas nas proteções da Meta AI, assistente integrado aos seus aplicativos. Para cumprir as regras eleitorais, a ferramenta foi temporariamente impedida de recomendar candidatos ou gerar imagens deles no Brasil.

Segundo a Meta, o sistema bloqueava pedidos que citavam claramente nomes como “Lula” e “Flávio Bolsonaro”. No entanto, nem sempre reconhecia candidatos quando um primeiro nome comum aparecia junto a um número eleitoral. A empresa reconheceu que essa brecha permitiu a criação de materiais favoráveis a Flávio Bolsonaro.

Ao encerrar a nota, a Meta negou direcionamento político ou manipulação da distribuição de conteúdo. A empresa sustentou que nenhum dos episódios representou tentativa de influenciar a eleição.