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Flávio Bolsonaro descarta Eduardo como chanceler em eventual governo

Candidato do PL à Presidência afirmou que o irmão não será ministro das Relações Exteriores e disse que um cargo para o pai não está no radar.

fabricio · 2 min de leitura
Flávio Bolsonaro descarta Eduardo como chanceler em eventual governo
Foto: Reprodução

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, descartou nesta sexta-feira (16) a possibilidade de nomear o irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, para o cargo de chanceler, caso vença a eleição. No entanto, o senador não foi tão categórico ao ser questionado sobre uma eventual participação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em sua gestão.

As declarações foram dadas em uma entrevista de 40 minutos, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete. A sabatina ocorreu um dia depois da participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio no segundo turno da disputa presidencial.

Durante a conversa, o candidato foi questionado sobre a influência de familiares em uma possível administração. Também respondeu qual papel político Eduardo e Jair Bolsonaro poderiam desempenhar, caso o PL volte ao comando do Palácio do Planalto.

Ao falar de Eduardo, Flávio saiu em defesa do irmão e o chamou de “perseguido político”. Além disso, questionou a validade do processo judicial contra o deputado, que classificou como “viciado e nulo”. Mesmo com as críticas à situação jurídica do irmão, elogiou sua atuação e afirmou que ele realiza um “trabalho brilhante”.

Inicialmente, o presidenciável não respondeu de forma direta se pretendia indicar Eduardo para comandar o Itamaraty, pasta responsável pela política externa brasileira. Diante da insistência da entrevistadora, porém, foi taxativo ao afastar essa hipótese.

“Não vai ser chanceler”, afirmou Flávio.

Com isso, ao menos publicamente, as especulações sobre o irmão no Ministério das Relações Exteriores foram encerradas. Ainda assim, o candidato não esclareceu se Eduardo poderia ocupar outra função em um eventual governo.

Já a resposta sobre Jair Bolsonaro foi diferente. Questionado se o pai poderia assumir algum cargo, Flávio evitou um compromisso definitivo e aproveitou para defender o ex-presidente, afirmando que ele foi julgado injustamente.

Segundo o candidato, a possibilidade de uma nomeação nunca foi discutida diretamente entre os dois. Por outro lado, ele não descartou de forma expressa que o pai integre sua equipe. “Não está no radar”, respondeu.