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Campanha de Lula no Rio tem ato na Maré e encontro com Paes

Apoiadores do petista fazem caminhada no Complexo da Maré, e o ex-prefeito reúne lideranças comunitárias em Olaria na tentativa de ampliar votos no segundo turno.

fabricio · 3 min de leitura
Campanha de Lula no Rio tem ato na Maré e encontro com Paes
Foto: Reprodução

A campanha de Lula no Rio terá um sábado (17) de forte mobilização na capital fluminense. Entre as atividades previstas, estão uma caminhada no Complexo da Maré, na Zona Norte, e um encontro organizado pelo ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) com lideranças comunitárias no Cacique de Ramos, em Olaria.

Além dos compromissos de aliados políticos, movimentos populares e estudantes também preparam ações para atrair votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Assim, a ofensiva busca ampliar a presença da candidatura petista nas comunidades e nas regiões populares do Rio.

A estratégia, portanto, tenta reduzir a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no estado. No primeiro turno, ele recebeu 53,01% dos votos válidos no Rio, contra 39,41% de Lula.

Caminhada na Maré começa às 8h

No Complexo da Maré, apoiadores do presidente realizam o ato “Uma Maré com Lula 13”. A concentração começa às 8h, na Passarela 10, perto da Praça do Parque União.

A programação inclui caminhada pelas ruas da comunidade, cortejo, distribuição de materiais de campanha, adesivaço e conversas com moradores. Dessa forma, os organizadores pretendem estimular a participação dos eleitores na reta final da disputa.

A mobilização reúne militantes, moradores e apoiadores, com foco no chamado “vira-voto”. Trata-se de uma estratégia para convencer eleitores que não votaram em Lula no primeiro turno. Até o momento, no entanto, a presença do presidente na caminhada não está confirmada.

Paes reúne lideranças com Lula em Olaria

Outra agenda de destaque ocorre às 10h, na sede do Cacique de Ramos, um dos blocos carnavalescos mais tradicionais do Rio. Organizado por Paes, o encontro terá a participação de Lula e de lideranças comunitárias, entre elas presidentes de associações de moradores, principalmente das zonas Norte e Oeste.

Será a primeira mobilização pública de maior destaque do ex-prefeito em favor do presidente desde a derrota para Douglas Ruas (PL) na eleição estadual, decidida no primeiro turno. Durante a campanha ao governo, Paes manteve certa distância da candidatura presidencial petista, embora tenha negado que escondesse sua ligação com Lula.

Agora, ele pretende assumir um papel mais ativo. Na segunda-feira (12), Paes se reuniu com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, para discutir estratégias. No dia seguinte, conversou com integrantes do PSD sobre sua participação na campanha.

Em publicação nas redes sociais, o ex-prefeito disse que pretende destacar investimentos e realizações do governo federal no Rio.

“Agora é luta para o Rio entender o quanto o presidente Lula ajudou esse lugar. É hora de falar de vida real! Terra plana e ideologia de gênero não enchem barriga nem tornam mais fácil a vida de ninguém!”, escreveu.

Campanha mira periferias e Baixada Fluminense

Outras mobilizações de estudantes, movimentos sociais e diferentes segmentos também estão previstas para este sábado. Além disso, Lula pode cumprir agenda em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, mas o compromisso ainda depende de confirmação oficial.

A intensificação das ações ocorre em um momento decisivo para o PT. A direção nacional do partido considera o Rio um território estratégico, sobretudo pelo desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

Nesta sexta-feira (16), Paes apareceu em vídeo ao lado do deputado federal eleito Marcelo Freixo (PT) e reafirmou que pretende percorrer a capital e outros municípios para divulgar ações do governo Lula.

“É treze Lula, estamos firmes. Fui para o sítio três dias lamber as feridas, mas acho que a gente tem o papel de mostrar as entregas para o Rio”, declarou o ex-prefeito.

Por fim, a expectativa dos aliados é que a combinação de agendas políticas e mobilizações populares fortaleça a candidatura nas periferias. Nessas regiões, a disputa por votos pode ser importante para o resultado do segundo turno.