Pirâmide na Zona Norte do Rio guarda história da Fiat Lux
Estrutura inacabada na altura da Linha Amarela segue no morro e não pode ser demolida, segundo registros públicos.

A pirâmide no Rio, na altura da Linha Amarela, em Água Santa, na Zona Norte, segue chamando atenção de quem passa pelo local. A estrutura de concreto, erguida no alto de um morro, nunca foi concluída e ainda rende boatos e teorias.
Registros públicos atribuem a autoria da construção à Fraternidade Fiat Lux. A associação espiritualista foi fundada em 1975, no Leblon, e tinha rituais baseados na crença de que formas piramidais poderiam canalizar forças cósmicas.
Projeto nasceu com ideia de cura coletiva
Segundo essa proposta, a obra serviria como um polo irradiador de forças cósmicas voltado à cura coletiva dos afiliados. Com o passar do tempo, porém, problemas orçamentários e desentendimentos internos interromperam o projeto. Assim, a pirâmide acabou abandonada e permaneceu vazia.
Hoje, o local conta apenas com a presença de um caseiro, que visita a área com frequência. Apesar do abandono, a estrutura ainda integra a paisagem carioca e segue cercada por curiosidade.
Estrutura não pode ser demolida
A pirâmide também não pode ser demolida. Isso ocorre porque ela pertence legalmente à associação espiritualista e está em um terreno particular.
Além disso, a localização em uma encosta íngreme dificulta qualquer intervenção. O acesso de maquinário pesado fica inviável, e há risco de desestabilização do solo, com possibilidade de deslizamentos.
Por isso, a construção deve continuar no mesmo lugar por muito tempo. Dessa forma, a pirâmide no Rio segue como um marco incomum da Zona Norte.