Anvisa proíbe linguiça suína com bactéria perigosa
Lote da KF Embutidos teve venda, consumo e distribuição suspensos após análise apontar Listeria monocytogenes.

A linguiça proibida pela Anvisa nesta quarta-feira (28) teve a comercialização e o consumo suspensos após a identificação de uma bactéria perigosa. A medida atinge um lote específico da Linguiça de Carne Suína Defumada da marca KF Embutidos, fabricada pela Fábrica de Embutidos Zanetti Ltda.
Segundo a agência, a decisão saiu no Diário Oficial da União e também alcança a distribuição, a propaganda e o uso do lote contaminado. A restrição vale apenas para a carga identificada pela fiscalização, e não para todos os produtos da marca.
O que a Anvisa encontrou
De acordo com a Anvisa, uma análise microbiológica oficial detectou Listeria monocytogenes no produto. A bactéria pode causar listeriose, uma infecção alimentar que pode ter complicações graves. O risco preocupa principalmente gestantes, idosos, recém-nascidos e pessoas com o sistema imunológico comprometido.
A decisão consta da Resolução-RE nº 4.227, de 26 de outubro de 2026, publicada no dia 28. Além disso, a agência informou que a fabricante comunicou o início do recolhimento voluntário das unidades afetadas. O objetivo é retirar o produto do mercado e impedir o consumo.
Entenda o risco da listeriose
A linguiça proibida pela Anvisa chama atenção porque a Listeria monocytogenes pode sobreviver e se multiplicar mesmo sob refrigeração. Por isso, alimentos guardados na geladeira ainda podem representar risco quando há contaminação.
A infecção pode provocar febre, dores musculares, náuseas e diarreia. Em casos mais graves, a bactéria pode atingir a corrente sanguínea e o sistema nervoso central, causando septicemia e meningite. Em gestantes, a listeriose pode provocar aborto espontâneo, parto prematuro e infecções graves no recém-nascido.
O que fazer com o produto
Consumidores que compraram o item devem verificar o número do lote na embalagem. Se o produto for o lote 21/08/2026, a orientação é não consumir, mesmo que esteja refrigerado, congelado ou sem alterações de cheiro, cor ou sabor.
Quem tiver o alimento em casa pode procurar o local da compra ou falar com o fabricante para receber orientações sobre a devolução. Além disso, quem já consumiu o produto e apresentar sintomas compatíveis com infecção alimentar deve procurar atendimento médico, sobretudo se estiver em grupo de risco.
Conforme a Anvisa, o recolhimento obrigatório ocorre quando o alimento representa risco à saúde do consumidor. Pelas regras da RDC nº 655/2022, as empresas devem comunicar a necessidade de recolhimento em até 48 horas após saberem do problema. A agência também acompanha as medidas adotadas pelo fabricante para garantir a retirada do mercado.



