Lula muda disputa na Câmara do Rio e fortalece Cavaliere
Vitória presidencial também mexe com a Alerj, enquanto o governo do estado mantém nomeações e o TCE-RJ cobra explicações em operação do Rioprevidência.

A vitória de Lula na eleição presidencial alterou a disputa na Câmara do Rio e deu fôlego a Eduardo Cavaliere. A mudança também mexeu com as articulações na Alerj e no governo estadual. Além disso, o TCE-RJ avançou em uma cobrança bilionária ligada ao Rioprevidência.
Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Cavaliere ganhou uma nova margem política no Rio. Antes disso, o prefeito via crescer o risco de isolamento entre dois governos adversários. Agora, ele continua diante de uma oposição forte, porém com apoio em Brasília.
Câmara do Rio entra no centro da disputa
A eleição da mesa diretora da Câmara, marcada para dezembro, passou a ter peso ainda maior. Douglas Ruas (PL), governador eleito, começou a articular uma candidatura de oposição. Ele ligou para vereadores do PL e passou a interferir nas conversas sobre o comando do Legislativo municipal.
Entre os nomes citados nas articulações estão Jorge Felippe (PP) e Willian Coelho (Avante). Do lado governista, Carlo Caiado (PSD) aparece como principal nome. Ele preside a Câmara e busca uma saída legal para disputar novo mandato na direção da Casa.
A vitória presidencial também reforçou a interlocução política entre a prefeitura e o governo federal. Dessa forma, a disputa na Câmara do Rio ganhou uma nova leitura. Cavaliere segue negociando com um governador de oposição, mas agora conta com um presidente aliado ao campo de Eduardo Paes.
Nomeações seguem no governo do estado
No Diário Oficial desta segunda-feira (26), o governo do estado do Rio manteve o ritmo de nomeações. Foram 16 nomeações, 10 exonerações, duas designações e duas cessões de efeitos de substituições internas. Os atos foram assinados por Ricardo Couto e pela Casa Civil.
Entre as áreas com mais movimentação estão a Faetec e a Secretaria estadual de Trabalho e Renda. Também houve mudanças na Fundação Cecierj, na Diretoria de Administração e Finanças, na Coordenadoria de Cobrança da Receita Estadual e na Assessoria-Chefe da Secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana. Assim, diferentes setores da estrutura estadual seguiram em recomposição.
Alerj ganha novo cenário político
A reeleição de Lula também mexeu na disputa pela presidência da Alerj. Até a véspera do segundo turno, o PL ainda trabalhava para manter o comando da Casa. Agora, André Ceciliano (PT) ganhou força nas articulações.
Eleito novamente deputado estadual, Ceciliano volta com bom trânsito entre parlamentares de diferentes partidos. Em 2019, ele venceu a disputa com 49 votos. Depois, em outra eleição interna, chegou a 64 dos 69 votos registrados. Por isso, o petista aparece em posição favorável para a próxima mesa diretora.
A bancada do PL, maior da Alerj, ainda conta com nomes como Anderson Moraes e Guilherme Delaroli. Porém, o novo cenário político enfraqueceu parte dessa construção. Ao mesmo tempo, blocos de esquerda e partidos aliados somam força suficiente para sustentar outra composição na Casa.
“Os novos ventos trazidos com a eleição presidencial” mudaram a leitura entre deputados estaduais, segundo o texto original.
TCE-RJ cobra defesa em operação do Rioprevidência
O TCE-RJ determinou que Luiz Fernando Pezão, Gustavo Barbosa e o Banco do Brasil Securities LLC apresentem defesa. Eles também podem devolver R$ 346,47 milhões aos cofres públicos. O valor envolve custos adicionais de uma operação de antecipação de receitas de royalties e participações especiais do petróleo.
Segundo a auditoria, o Rioprevidência assumiu despesas que poderiam ter sido evitadas. O tribunal apontou falhas nos cálculos usados para justificar a renegociação, feita em 2015. Entre os problemas, aparecem erros sobre unitização dos campos de Lula e Cernambi, além da aplicação de percentuais em planilhas.
Após refazer as contas, a equipe técnica encontrou Índice de Cobertura superior a 1,5. Mesmo assim, o relator destacou que não foi possível afastar com segurança a hipótese de default. O TCE-RJ também quer que o atual presidente do Rioprevidência detalhe os custos da operação desde 2020.
Haroldinho Jesus (PDT) venceu a eleição suplementar em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio. Com 100% das urnas apuradas, o TSE já considera o resultado matematicamente definido. Ele ficará no comando do Executivo municipal até dezembro de 2028.



