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nomeações no estado seguem após eleições e movimentam pasta-chave

Faetec e Secretaria de Trabalho e Renda concentram mudanças no Diário Oficial, enquanto disputas políticas avançam no Rio e no estado.

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nomeações no estado seguem após eleições e movimentam pasta-chave
Foto: Reprodução

As nomeações no governo do estado continuaram nesta segunda-feira (26), mesmo após o fim do segundo turno. O Diário Oficial registrou mais entradas do que exonerações nos cargos comissionados. Nos atos assinados por Ricardo Couto, governador em exercício, e pela Casa Civil, houve 16 nomeações, 10 exonerações, duas designações e duas cessações de substituições internas.

A movimentação manteve a recomposição dos quadros estaduais. Dessa vez, Faetec e Secretaria estadual de Trabalho e Renda concentraram os principais ajustes. A pasta do Trabalho e Renda teve duas exonerações e uma nomeação, enquanto a Fundação Cecierj registrou um corte e um reforço.

Entre os cargos preenchidos, estão a Diretoria de Administração e Finanças da Cecierj, a Coordenadoria de Cobrança da Receita Estadual e a Assessoria-Chefe da Secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana. Assim, diferentes áreas da estrutura estadual receberam novos nomes, de funções administrativas a postos de comando.

Enquanto isso, o cenário político no Rio também mudou após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. A reeleição do presidente reduziu a pressão sobre Eduardo Cavaliere, prefeito do Rio, que tem o governo federal como aliado político em Brasília. Ainda assim, ele segue diante de adversários no estado e na capital.

Com Douglas Ruas no governo do estado e Flávio Bolsonaro no Palácio do Planalto, Cavaliere corria o risco de ficar isolado. Agora, porém, a leitura política mudou. O prefeito ainda precisa negociar com um governador de oposição, mas ganhou fôlego com a vitória presidencial de Lula.

Disputa na Câmara do Rio

A eleição da mesa diretora da Câmara Municipal, marcada para dezembro, entrou no centro das articulações. Douglas Ruas passou a conversar com vereadores do PL para apoiar uma candidatura de oposição. O nome preferido do governador eleito é Jorge Felippe, que volta à condição de titular com a saída de Leniel Borel.

Outro nome citado nas conversas é o de Willian Coelho, atual vice-presidente da Casa. Do lado governista, Carlo Caiado aparece como o principal candidato. Ele preside a Câmara e está no terceiro mandato, mas buscava uma saída legal para disputar novamente.

A disputa ganhou ainda mais peso com a entrada direta de Douglas Ruas nas articulações. Dessa forma, o embate pela presidência do Legislativo municipal passou a envolver o governo do estado e a prefeitura ao mesmo tempo. Cavaliere, por sua vez, ainda terá de administrar uma Câmara com forças políticas divididas.

Reflexo na Alerj

A reeleição de Lula também alterou o jogo pela presidência da Alerj. Até a véspera do segundo turno, o PL trabalhava para manter o comando da Casa. Agora, porém, André Ceciliano, do PT, ganhou força na disputa.

Ele voltou à Alerj nas urnas e passou a ocupar posição privilegiada nas articulações. Além disso, conta com trânsito entre deputados de partidos diferentes, inclusive os de direita. Em 2019, Ceciliano foi eleito presidente com 49 votos. Dois anos depois, recebeu 64 dos 69 votos registrados.

O PL chegou às urnas com a maior bancada da Alerj, com 21 deputados. Ainda assim, Anderson Moraes perdeu força no novo cenário. Guilherme Delaroli, primeiro vice-presidente, continua no páreo e conhece bem a estrutura da Casa.

A oposição já se organizava para reagir à força do PL. PT, PSD e PSOL somam 28 deputados, número superior ao da bancada liberal. Além disso, conversas avançam com PP e União Brasil, o que amplia o campo de articulação para a próxima mesa diretora.

Com o novo cenário, Ceciliano passou a ser visto como favorito por boa parte dos parlamentares. Assim, o resultado presidencial repercutiu diretamente nas disputas de poder no Rio.

Nomeações e política caminham juntas

As nomeações no governo do estado mostram que a reorganização administrativa segue ativa após a eleição. Ao mesmo tempo, as disputas por comando na prefeitura, na Alerj e no estado continuam em andamento. O Diário Oficial desta segunda-feira expôs essa combinação de movimento administrativo e rearranjo político.

Embora as mudanças não indiquem um desfecho imediato, elas reforçam a leitura de que o pós-eleição já reorganiza forças no Rio. Portanto, tanto o governo estadual quanto as articulações legislativas seguem em movimento.