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Reeleição de Lula acirra disputa política na Alerj

Deputados bolsonaristas contestam o resultado, enquanto parlamentares de esquerda celebram a virada e falam em defesa da democracia.

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Reeleição de Lula acirra disputa política na Alerj
Foto: Reprodução

A reeleição de Lula provocou uma disputa política nas redes de deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A reação reuniu críticas de parlamentares bolsonaristas e comemorações de nomes da esquerda. O embate também expôs a tensão política no estado, após a virada no segundo turno.

Depois da confirmação pelo Tribunal Superior Eleitoral, aliados de Flávio Bolsonaro contestaram a votação. Já deputados do PT e do Psol defenderam o resultado das urnas. Além disso, eles citaram o risco de repetição de atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Críticas ao segundo turno

Índia Armelau, do PL, disse que apoia a intenção de Flávio Bolsonaro de pedir a anulação do segundo turno. Ela questionou a ampliação do horário de votação em duas horas e comparou a medida ao tratamento dado a Jair Bolsonaro em 2022. A parlamentar também levantou dúvidas sobre a transferência de votos entre os turnos.

Alexandre Knoploch, também do PL, criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a prorrogação da votação representou um risco ao processo eleitoral. O deputado afirmou ainda que a medida contrariou parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral.

Marcelo Dino adotou discurso de oposição ao presidente reeleito e atribuiu responsabilidade aos eleitores petistas. Ele também questionou o aumento da votação de Lula entre os dois turnos. Já Márcio Gualberto fez uma manifestação com referências religiosas e críticas a quem, na avaliação dele, permaneceu neutro na disputa.

Esquerda celebra a vitória

No campo da esquerda, Flávio Serafini destacou o resultado em Niterói e associou a vitória de Lula à resistência ao bolsonarismo. Ele também afirmou que Flávio Bolsonaro não teria mais emprego nem foro privilegiado. Em seguida, disse que o senador iria para a prisão.

Serafini ainda defendeu a continuidade da mobilização popular e rejeitou influência dos Estados Unidos sobre a política brasileira. Renata Souza também comemorou o resultado e classificou a virada como histórica. Ela disse que o povo brasileiro venceu e que não aceitará ameaça de golpe.

A deputada afirmou ainda que acionou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro após denúncias sobre redução da circulação de ônibus. Segundo ela, o TRE-RJ intimou prefeituras a reforçar as frotas em São Gonçalo e Petrópolis. Ela mencionou também problemas nas linhas intermunicipais que ligam Niterói, São Gonçalo, Rio de Janeiro e Maricá.

Comemoração nas ruas do Rio

Marina do MST participou das comemorações na Cinelândia, no Centro do Rio, onde apoiadores de Lula se reuniram. Ela disse que a vitória pertence ao povo brasileiro, à juventude, às mulheres e à classe trabalhadora. Além disso, afirmou que a mobilização continuará para evitar novos ataques à democracia.

Élika Takimoto também celebrou a reeleição e disse que o resultado representou uma derrota da extrema direita. Ela afirmou que o mundo inteiro estava olhando para o Brasil. A deputada destacou o papel dos jovens, das redes sociais e dos eleitores do Nordeste. Ao final, agradeceu a diferentes grupos que participaram da mobilização eleitoral.

“Não vamos aceitar nenhum tipo de ameaça de golpe”, afirmou Renata Souza ao comentar a reação ao resultado eleitoral.