Trump chama Noruega de ‘país de merda’ após Nobel da Paz
Presidente dos Estados Unidos atacou o país europeu e voltou a reclamar da escolha do prêmio em comício em Michigan.

Donald Trump atacou a Noruega durante um comício em Port Huron, no estado de Michigan, no domingo (25). O presidente dos Estados Unidos ligou a rejeição ao Prêmio Nobel da Paz à presença de imigrantes noruegueses.
A fala ocorreu às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Além disso, as declarações provocaram resposta do governo norueguês nesta segunda-feira (26).
Trump afirmou:
“Francamente, a Noruega é uma porcaria. A Noruega se tornou um país de merda, na verdade”
Ao falar sobre imigração, ele disse que aceitaria pessoas de alguns países. Porém, excluiria a Noruega, porque não recebeu o Nobel.
“Então, não quero ninguém da Noruega”
Resposta do governo norueguês
O ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, respondeu às declarações em entrevista à rádio pública NRK. Segundo ele, a escolha dos vencedores não depende do governo norueguês.
“Ele sabe muito bem que o Comitê do Nobel é independente. Nós o lembramos disso, caso alguém tivesse alguma dúvida, e isso continua sendo assim”
Assim, Eide reforçou a separação entre o governo da Noruega e o comitê que define a premiação. Neste ano, o Nobel da Paz ficou com a sul-africana Navi Pillay, juíza e ex-alta comissária da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
Trump classificou a escolha como “vergonhosa e constrangedora”. Ainda assim, ele mantém publicamente o desejo de conquistar o prêmio desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025.
Repercussão e histórico
O episódio em Michigan também recolocou Trump no centro de uma controvérsia anterior. Em 2018, ele já havia sido criticado por usar expressões vulgares ao se referir ao Haiti e a países africanos.
Desta vez, o ataque atingiu a Noruega e incluiu uma rejeição explícita a imigrantes noruegueses. Portanto, a manifestação ampliou a tensão em torno da frustrada expectativa do presidente com o Nobel da Paz.



