Líderes mundiais parabenizam Lula após vitória no Brasil
Macron, Zelenski, Ramaphosa e outros chefes de Estado destacaram diplomacia, democracia e cooperação internacional.

Líderes mundiais seguiram parabenizando, nesta segunda-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL). As manifestações vieram de chefes de Estado e de governo de vários países. Além disso, alguns destacaram democracia, cooperação e relações bilaterais.
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou que ele e Lula têm “grandes e profundas diferenças políticas e ideológicas”. Porém, disse que Brasil e Colômbia “são países irmãos e precisam um do outro”. Veja mais sobre diplomacia internacional, escreveu ele, ao defender que a vontade popular nas urnas deve ser respeitada.
Reações na América Latina
Espriella integra o grupo de líderes de ultradireita recém-eleitos na chamada “onda azul” na América Latina. Outros presidentes da região já haviam cumprimentado o petista no domingo. Entre eles, está Gustavo Petro, ex-presidente da Colômbia e aliado de Lula, que também celebrou a vitória do PT.
Na mesma linha, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que quer fortalecer a “parceria estratégica” entre os dois países. “França e Brasil têm muito a construir juntos”, escreveu. Ele acrescentou que as duas nações devem cultivar a amizade “a serviço de um mundo mais justo”.
Já o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, destacou os “expressivos resultados” da disputa eleitoral brasileira. Ele agradeceu ao Brasil pelo apoio à soberania e à integridade territorial da Ucrânia. Além disso, afirmou que espera ampliar a cooperação entre os dois países.
O Kremlin também se manifestou e disse ter recebido com satisfação a reeleição do petista. Segundo o porta-voz Dmitri Peskov, Lula fez muito pelas relações bilaterais e pelo desenvolvimento do Brics. Peskov disse ainda que espera continuidade dessa atuação.
Europa, Ásia e África
Na Europa, o premiê da Espanha, Pedro Sánchez, falou em “virada do progressismo global” após o resultado. Ele disse que o que aconteceu no Brasil pode ocorrer na Espanha. A chefe da União Europeia, Ursula von der Leyen, classificou a vitória como um triunfo para “a democracia e o multilateralismo”.
Von der Leyen afirmou que a UE seguirá trabalhando com o Brasil em comércio livre e aberto. Disse ainda que a cooperação deve avançar em uma ordem global baseada em regras e em metas ambiciosas para o clima. Na Índia, Narendra Modi declarou que espera “aprofundar e ampliar ainda mais” a relação com o Brasil.
Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, afirmou que o resultado “terá repercussões muito além das fronteiras do Brasil”. Para ele, a vitória representa um avanço para o Sul Global e para as forças progressistas no mundo. A China também felicitou Lula e disse estar disposta a continuar trabalhando em conjunto.
O premiê do Canadá, Mark Carney, afirmou que espera aprofundar a parceria com o Brasil. Enquanto isso, líderes da oposição italiana também comemoraram a reeleição. Eles disseram que o resultado representa uma derrota para Donald Trump.
Silêncio de Trump e reação na Itália
Até a manhã desta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos não havia se pronunciado sobre o resultado. Na Itália, a líder do Partido Democrático, Elly Schlein, chamou a vitória de “extraordinária” e falou em derrota das direitas nacionalistas.
Schlein afirmou ainda que a dinastia dos Bolsonaro não perde sozinha. Segundo ela, Trump e seus aliados também saem derrotados com as tentativas de ingerência nas eleições brasileiras. Já Angelo Bonelli, da Aliança Verde e de Esquerda, descreveu o resultado como esperança para um mundo mais justo.
Os ex-primeiros-ministros Giuseppe Conte e Matteo Renzi também relacionaram a vitória de Lula ao movimento estudantil na Sérvia, ocorrido no domingo (25). Conte disse que nenhum obstáculo vence quando as pessoas participam. Renzi afirmou que, no Brasil e na Sérvia, o povo decide e pode surpreender a política.
Jornais estrangeiros trataram o resultado como surpreendente e elogiaram Lula. As publicações o descreveram como “estadista mais influente da América Latina” e “grande sobrevivente”. Também destacaram a reação de Flávio e os desafios de Lula em seu quarto mandato, com um Congresso hostil.
Assim, a repercussão internacional ampliou o peso político do resultado. Além disso, as mensagens mostram expectativa de cooperação com o Brasil em diferentes áreas.



