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Paes e aliados pressionam por segundo turno no Rio após virada de Lula

Vereadores, secretários e apoiadores de Eduardo Paes fizeram mobilização nas redes, enquanto o STF analisa o pedido do PSD.

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Paes e aliados pressionam por segundo turno no Rio após virada de Lula
Foto: Reprodução

Com a reeleição de Lula no segundo turno, aliados de Eduardo Paes retomaram a pressão por segundo turno no Rio. Vereadores, secretários e eleitores ligados ao prefeito de Niterói passaram a divulgar mensagens nas redes sociais. Além disso, o grupo criou uma mobilização digital inspirada no “Exército do Lula”.

Os vereadores Joyce Trindade, Salvino Oliveira e Flávio Valle, todos do PSD, publicaram uma mensagem conjunta no Instagram. Eles escreveram: “STF, queremos segundo turno”. O conteúdo também ganhou apoio de nomes do secretariado municipal indicados por Paes, como Didi Vaz e Edinho Menezes.

Mobilização cresce nas redes

O deputado federal eleito Marcio Ribeiro também comentou a articulação. “Precisamos do segundo turno para governador que não tivermos”, escreveu. Já Eduardo Paes não se manifestou sobre o movimento. Enquanto isso, um canal de apoiadores do prefeito no WhatsApp passou a se chamar “Exército do Dudu”.

Por volta das 13h, o grupo reunia mais de 25 mil seguidores. O deputado federal eleito Renan Ferreirinha também gravou um vídeo em defesa da mobilização. Segundo ele, o resultado inicial da apuração justificaria a realização do segundo turno. Ele disse ainda que “a escolha do povo foi ter segundo turno entre o Douglas Ruas e Eduardo Paes”.

Pedido ao STF segue em análise

Os aliados de Paes sustentam que o segundo turno deve acontecer por causa do resultado inicial do primeiro turno. Em 4 de outubro, o TSE havia definido Paes e Douglas Ruas no segundo turno. Depois, porém, uma decisão do Tribunal anulou votos de Anthony Garotinho e alterou o resultado da disputa.

Com a recontagem, Douglas Ruas acabou eleito em primeiro turno. Paes disse que respeita a decisão judicial, mas o partido recorreu ao Supremo Tribunal Federal. A sigla quer restabelecer o segundo turno e afirma que os votos de Garotinho deveriam continuar na conta para definir a maioria absoluta.

O ministro Cristiano Zanin ficará como relator do caso. Ele já havia rejeitado um pedido anterior da campanha de Paes. Além disso, Zanin também determinou a prorrogação do horário de votação do segundo turno deste domingo.

Protesto contra gesto nazista

Enquanto a disputa jurídica avançava, Flávio Valle cobrou providências ao Ministério Público do Rio sobre um caso de apologia ao nazismo. O episódio ocorreu no último domingo, em uma seção eleitoral do Colégio Santo Inácio, em Botafogo. Uma eleitora fez uma saudação com o braço erguido e, segundo relatos, debochou das pessoas presentes.

Valle afirmou que solicitou acompanhamento do caso até eventual responsabilização da mulher. A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro também condenou o episódio. Em nota, a entidade informou que levou o caso às autoridades policiais e pediu apuração.

O vereador disse ainda que manifestações desse tipo afrontam a dignidade humana e a memória das vítimas do Holocausto. Um eleitor que presenciou a cena, Ian Andrade, declarou que sentiu “nojo”. Ele afirmou que nunca tinha vivenciado situação semelhante como judeu.

Segundo a Federação Israelita, o episódio ocorreu durante o exercício do voto, um símbolo importante da democracia brasileira. A entidade também informou que acompanhará a identificação dos responsáveis e as medidas legais cabíveis.

UFF e atos pró-Lula

O resultado da eleição presidencial também reforçou a lembrança de mobilizações estudantis em apoio a Lula. A primeira grande manifestação após o primeiro turno começou no campus de Direito da Universidade Federal Fluminense, em Niterói. Depois disso, o ato ganhou as ruas e inspirou outras mobilizações.

Estudantes relataram que não esperavam tanta repercussão logo na primeira noite. A diretora do CAEV, Luisa Valentina Costa, disse que o movimento estudantil teve papel importante na campanha. Já o prefeito Rodrigo Neves publicou vídeo elogiando os estudantes e afirmou que Niterói ajudou a levantar a campanha no país.

O deputado estadual Flávio Serafini também elogiou a mobilização e escreveu que “a virada começou na UFF e em Niterói”.

Reações na Assembleia e no tribunal

Na Alerj, a deputada Índia Armelau publicou mensagens nas redes sociais após a vitória de Lula. Ela sugeriu que empresários verifiquem as redes de funcionários que manifestaram apoio ao presidente. A parlamentar também disse que patrões poderiam levar essa postura em conta nas decisões sobre emprego.

Em outra frente, o TCE-RJ recebeu um Termo de Ajustamento de Gestão enviado pela Cedae. A proposta prevê a regularização de contratos e de prestações de serviços sem cobertura contratual válida. O presidente do Tribunal, Marcio Pacheco, admitiu o recebimento da proposta, que ainda passará por novas etapas internas.

Além disso, o clima político também apareceu no carnaval. A Paraíso do Tuiuti convidou a Mangueira para um ensaio festivo no Campo de São Cristóvão. As duas escolas, conhecidas por enredos politizados, reuniram nomes que atuaram na campanha de Lula no segundo turno.