TRE-RJ barra voto de Garotinho no segundo turno no Rio
Decisão unânime derruba liminar anterior; ex-governador diz que vai recorrer.

O TRE-RJ decidiu, nesta quinta-feira (22), revogar a liminar que permitia a Anthony Garotinho (Republicanos) votar no primeiro turno. Com isso, o ex-governador não poderá ir às urnas no segundo turno, no Rio de Janeiro.
O tribunal tomou a decisão por unanimidade. A defesa de Garotinho informou que vai recorrer, enquanto o ex-governador disse que ainda espera votar.
Decisão eleitoral
A restrição decorre da condenação por improbidade administrativa sofrida por Garotinho. A sentença resultou na perda dos direitos políticos por oito anos. Além disso, a mesma decisão levou o TSE a considerar inválidos os 274.411 votos recebidos por ele no primeiro turno.
Garotinho afirmou que pretende contestar a medida. “Vou recorrer”, disse. Ele também declarou que sua presença na política incomoda algumas pessoas.
“Espero que possa votar. O sistema é forte, mas não desisto facilmente. Enquanto Deus me der força e vida, vou combater aquilo que considero injusto”, afirmou o ex-governador.
Outras frentes no Judiciário
O tema também aparece em outra frente judicial envolvendo emendas parlamentares. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que o STF compartilhe provas com a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.
O órgão investiga o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella. A apuração trata de suspeita de abuso de poder político e econômico.
Segundo a investigação, a análise envolve R$ 80 milhões em emendas parlamentares destinados pela liderança do União Brasil na Câmara dos Deputados à Prefeitura de Belford Roxo entre 2025 e 2026. O partido não identificou os deputados responsáveis pela indicação dos recursos.
Em parecer sigiloso, Gonet informou que a Procuradoria Eleitoral do Rio quer acesso à resposta apresentada pelo União Brasil ao STF. O material trata da participação de dirigentes partidários na destinação das emendas.
O órgão também busca eventuais provas relacionadas a Rueda, Canella e parlamentares. O objetivo é aprofundar a apuração sobre os repasses ao município.
O caso ganhou novo peso depois da fase mais recente da Operação Unha e Carne. A Polícia Federal citou o repasse dos R$ 80 milhões na investigação, que resultou na prisão preventiva de Canella.
De acordo com a PF, o ex-prefeito chefiava uma rede de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis. A corporação afirma que o esquema teria movimentado R$ 7,6 bilhões.
Durante a apuração, os policiais encontraram no celular de Canella uma anotação com os nomes dos deputados federais Pedro Lucas Fernandes e Gabriel Mota. Mota negou ter enviado os recursos. Fernandes não havia se pronunciado.
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