Campanha de Lula prepara plano B para canal no WhatsApp
Equipe teme novo bloqueio do “Exército do Lula” e orienta migração para o canal oficial do presidente.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teme um novo bloqueio do canal do Lula no WhatsApp. A preocupação surgiu a dois dias do segundo turno, diante de decisões recentes do TSE.
O espaço, chamado “Exército do Lula”, reúne milhões de seguidores. Além disso, o deputado André Janones usa o canal para mobilizar apoiadores nas redes sociais.
Janones avisou os seguidores para migrarem ao canal oficial de Lula, caso haja nova suspensão. “Vamos ter um plano B! Vamos entrar também no canal do presidente (‘Canal do Lula’) e, se esse aqui for derrubado, a gente faz de lá”, escreveu em mensagem divulgada às 10h59.
TSE cobra relatório da Meta
Na quinta-feira, o presidente do TSE deu 24 horas para a Meta apresentar um relatório técnico sobre o canal. A medida atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
De acordo com a ação, o grupo poderia promover ações coordenadas nas redes. Por isso, a empresa deve informar se identificou sincronização de atividades, replicação sistemática de conteúdos ou amplificação artificial de publicações.
Google e X também foram acionados para explicar a circulação de termos e hashtags entre 18 e 20 de outubro. Assim, o tribunal tenta esclarecer como o conteúdo se espalhou durante a campanha.
Histórico de suspensões
O “Exército do Lula” já recebeu duas ordens de suspensão de Nunes Marques. A primeira saiu em 11 de outubro, após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de informações falsas.
Horas depois, no entanto, a decisão caiu por ordem do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. Dois dias depois, Nunes Marques voltou a determinar a suspensão e condicionou a continuidade do canal ao registro na Justiça Eleitoral.
A campanha de Lula informou o endereço ao tribunal, e o espaço voltou a funcionar. Ainda assim, a defesa de Lula pediu ao TSE que retirasse o canal do registro oficial da campanha.
Os advogados afirmam que Janones administra o espaço de forma independente, sem financiamento, estrutura ou orientação da candidatura. Enquanto isso, Janones apresentou um mandado de segurança ao tribunal para anular as decisões e manter o canal no ar.
A disputa ocorre na reta final da campanha. Portanto, a preocupação é que uma nova suspensão dificulte a mobilização dos apoiadores antes da votação. Até o momento, não havia confirmação de nova ordem para retirar o canal do ar.



