Varejo do Rio prevê alta nas vendas de Natal de 2026
Levantamento do IFec RJ mostra expectativa positiva, mas empresários relatam pressão dos preços dos fornecedores.

As vendas de Natal no Rio devem crescer em 2026, segundo pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ). O levantamento aponta que 38,2% dos empresários esperam alta em relação ao Natal anterior, enquanto 54% já encomendaram ou pretendem encomendar mercadorias para atender à demanda de fim de ano.
A sondagem foi feita entre 21 e 29 de setembro e ouviu 523 empresários do comércio varejista, além de representantes de bares, restaurantes, salões de cabeleireiros e lavanderias. Em média, os estabelecimentos projetam aumento de 5,4% nas vendas, na comparação com o Natal de 2025.
Entre os entrevistados que já se organizaram ou ainda vão se preparar para o período, 44,1% disseram que as encomendas serão feitas em novembro. Já 40,4% informaram que os pedidos foram realizados em outubro, o que mostra uma antecipação na formação de estoques para a data.
O estudo também indica que 88% dos comerciantes que fizeram ou farão encomendas pretendem seguir o mesmo cronograma de compras usado em 2025. Mesmo com a expectativa positiva, o setor demonstra cautela diante do cenário de custos.
De acordo com os empresários ouvidos, a alta dos preços cobrados pelos fornecedores é um dos principais desafios para o Natal de 2026. Para 63,3% dos entrevistados, os valores estão maiores do que no ano passado, com aumento percebido de 8,4%.
Esse cenário pode pressionar despesas, estoques e margens de lucro. Ainda assim, a maioria não pretende alterar de forma relevante o volume de mercadorias adquiridas para o fim de ano.
Segundo 60,3% dos empresários que encomendaram ou vão fazer encomendas, o volume de pedidos deve ser semelhante ao registrado em 2025. Assim, o setor combina expectativa de crescimento com planejamento próximo ao do ano anterior.
Para quem acompanha o desempenho do comércio, o resultado reforça a vendas de Natal no Rio como um indicador importante da movimentação econômica no fim do ano. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que o avanço esperado vem acompanhado de atenção redobrada aos custos de reposição.