Quaest: 60% veem medidas de Lula como eleitoreiras
Levantamento mostra diferença forte entre eleitores de Lula e de Flávio Bolsonaro na avaliação das ações recentes do presidente.

A medidas de Lula foi vista como eleitoreira por 60% dos entrevistados na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21). O levantamento mostra ainda que 32% consideram as iniciativas necessárias, enquanto 5% enxergam as duas características.
A apuração foi feita na reta final da disputa presidencial e indica diferenças importantes entre os eleitores de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno. Entre os que dizem votar em Lula, 61% avaliam as medidas como necessárias, e 21% as classificam como eleitoreiras.
Já entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, a percepção é diferente. Nesse grupo, 90% entendem que as ações anunciadas pelo presidente têm finalidade eleitoral. Nos recortes apresentados pela Quaest, o percentual sobe para 94% entre os eleitores identificados com o bolsonarismo.
Escolaridade e percepção sobre as medidas
O estudo também mostra variação conforme a escolaridade. Entre os entrevistados com ensino fundamental, 42% dizem considerar necessárias as medidas anunciadas por Lula. O dado contrasta com a avaliação predominante entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, que associam as iniciativas à disputa eleitoral.
As medidas de Lula citadas no levantamento incluem o reforço do subsídio aos combustíveis, um pacote voltado aos Microempreendedores Individuais (MEIs) e uma nova edição do programa Desenrola, criado para renegociação de dívidas.
Na reta final antes do primeiro turno, Lula também proibiu a atuação de empresas de apostas esportivas on-line, conhecidas como bets, no país e reajustou o Bolsa Família. Esses temas apareceram entre as iniciativas recentes avaliadas pelos eleitores.
Como foi a pesquisa Quaest
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08535/2026. Ao todo, foram ouvidas presencialmente 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre 17 e 20 de outubro de 2026.
O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.



