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Transição de governo no RJ começa com Douglas Ruas e Ricardo Couto

Primeira reunião ocorreu na sede do TJRJ; equipe do governador eleito foi publicada no Diário Oficial e novos encontros estão previstos para esta semana.

fabricio · 3 min de leitura
Transição de governo no RJ começa com Douglas Ruas e Ricardo Couto
Foto: Reprodução

A transição de governo no Rio de Janeiro começou oficialmente nesta segunda-feira (19/10), com a primeira reunião de trabalho entre representantes do governador eleito, Douglas Ruas (PL), e da atual administração estadual. O encontro foi realizado na sede do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Participaram o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, a coordenadora da transição, Maria Gabriela Bessa, e o secretário estadual da Casa Civil, Flávio Willeman.

Equipe de Douglas Ruas é publicada no Diário Oficial

No mesmo dia, a Secretaria de Estado da Casa Civil publicou no Diário Oficial a composição do grupo indicado por Ruas. Além de Gabriela Bessa, a equipe é formada por Bruno Bonetti, Fábio Vianna de Araújo e Anderson Monteze.

De acordo com os participantes, o primeiro encontro teve clima de cordialidade e cooperação. Por isso, a expectativa é de que novas reuniões ocorram ainda nesta semana, quando as equipes deverão avançar no levantamento de informações sobre a administração estadual.

Desafios apontados por Ricardo Couto

Na abertura da reunião, Ricardo Couto citou alguns dos principais desafios do próximo governo. Entre eles, estão a manutenção do equilíbrio fiscal, a melhora da segurança pública e o aproveitamento do potencial econômico do estado para atrair investimentos. Além disso, o governador em exercício ressaltou a importância de garantir condições para o desenvolvimento econômico fluminense.

Já o secretário Flávio Willeman afirmou que a equipe do governador eleito terá o apoio necessário para conhecer a situação administrativa do estado e preparar a próxima gestão.

“Maria Gabriela e sua equipe terão total apoio nosso. Estamos à disposição para ajudar nesse processo, com toda a transparência e colaboração possíveis. Queremos muito que este novo governo tenha todas as informações necessárias”, declarou Flávio Willeman.

O que envolve a transição

O processo prevê o compartilhamento de dados sobre contratos, projetos em andamento, situação financeira e funcionamento dos órgãos públicos. Em seguida, essas informações serão usadas pela equipe de Douglas Ruas para preparar a mudança de comando no Palácio Guanabara. A posse do novo governador está marcada para 6 de janeiro de 2027.

Escolhida por Ruas para coordenar os trabalhos, a socióloga Maria Gabriela Bessa, atual secretária estadual das Cidades, afirmou que a prioridade será conduzir a transição com diálogo entre as duas administrações e garantir a continuidade dos serviços públicos.

“A transição de governo é uma expressão concreta da democracia. É o momento em que o respeito à vontade popular se traduz em responsabilidade institucional, diálogo e compromisso com o interesse público”, afirmou Gabriela Bessa.

Ela acrescentou que o trabalho será feito com seriedade, transparência e espírito de colaboração. Segundo a coordenadora, o objetivo é reunir informações estratégicas para que a nova gestão esteja preparada para enfrentar os principais desafios do Rio de Janeiro desde o primeiro dia.

Quem integra a equipe do governador eleito

Além de Gabriela Bessa, a equipe foi representada por Bruno Bonetti, presidente municipal do PL e um dos articuladores políticos da campanha de Ruas. Também participaram Fábio Vianna de Araújo, conhecido como Fabinho e assessor direto do governador eleito, e Anderson Monteze, servidor público federal que atua como assessor especial na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Bonetti também foi nomeado nesta segunda-feira chefe de gabinete da presidência da Alerj. Seu nome aparece, ainda, entre os cotados para integrar o futuro secretariado estadual, em uma função ligada à articulação política.

Pelo governo em exercício, estiveram presentes o secretário Flávio Willeman e duas assessoras da Casa Civil. Nos próximos dias, os representantes das duas administrações devem voltar a se reunir para discutir as informações e os procedimentos necessários à transferência de governo.