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Lula em Porto Alegre critica avanço da direita no Rio Grande do Sul

Candidato à reeleição fez a primeira agenda pública após o debate contra Flávio Bolsonaro e relembrou encontros com Olívio Dutra e Tarso Genro.

fabricio · 3 min de leitura
Lula em Porto Alegre critica avanço da direita no Rio Grande do Sul
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, cumpriu agenda eleitoral nesta segunda-feira (19) na capital gaúcha. Durante a mobilização de Lula em Porto Alegre, ele resgatou sua trajetória sindical e criticou o crescimento da direita no município e no estado. Em discurso a apoiadores, afirmou que a história do Rio Grande do Sul está ligada à resistência política e à luta contra a ditadura militar.

Além disso, a visita foi a primeira agenda pública do presidente depois do debate presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL). Lula chegou ao estado durante a tarde e participou de uma concentração no Centro Histórico, perto do Largo dos Açorianos.

Lula relembra trajetória sindical no estado

Acompanhado de lideranças do PT, parlamentares, governadores eleitos e da primeira-dama Janja, o presidente disse que voltar ao estado é um reencontro com sua própria história. Em coletiva de imprensa realizada antes da carreata, declarou: “Vir ao Rio Grande do Sul é visitar um pedaço da minha história”.

Em seguida, Lula lembrou a primeira viagem que fez a Porto Alegre, logo após assumir a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Segundo ele, naquela ocasião encontrou duas lideranças que depois governariam o estado: Olívio Dutra e Tarso Genro.

À época, Olívio presidia o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, e Tarso era advogado da entidade. De acordo com o presidente, esses contatos ajudaram a criar laços políticos e pessoais com os gaúchos, sobretudo por meio do movimento sindical e da formação do Partido dos Trabalhadores. “Tenho muita relação com o povo gaúcho, que tem muita relação com o PT e com o movimento sindical”, afirmou.

Presidente critica crescimento da direita

Durante a carreata pelas ruas da capital, Lula fez críticas ao avanço de forças de direita no estado. Em sua avaliação, a tradição política gaúcha está associada à resistência democrática e à oposição ao regime militar.

“Lamentavelmente, teve um tempo que a direita ganhou espaço nesse estado. Pela sua história, pela sua tradição, esse não pode ser um estado com predominância de direita. Esse estado é um símbolo da resistência brasileira, é um símbolo da resistência contra a ditadura militar”, declarou.

A manifestação ocorreu na reta final do segundo turno, marcado para o próximo domingo (25), quando Lula enfrentará Flávio Bolsonaro nas urnas. Por isso, o ato também refletiu a intensificação das agendas públicas dos candidatos à Presidência.

Lula canta que é gaúcho durante carreata

A concentração começou por volta das 16h, entre as avenidas Loureiro da Silva e Borges de Medeiros. Lula chegou ao local por volta das 17h30 e, antes da carreata, conversou com jornalistas ao lado de integrantes da campanha.

Na coletiva, o presidente também tratou da abertura dos sigilos bancário e telefônico de seus filhos e da entrega de documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Depois, em cima de um carro de som, Lula discursou e recebeu manifestações de apoio. Em determinado momento, pegou o microfone e puxou um canto entre os presentes: “Ucho, ucho, ucho, o Lula é gaúcho”.

Janja, Olívio Dutra e governadores participam do ato

O evento reuniu integrantes do PT e representantes de diferentes setores ligados à candidatura. Entre eles estavam o senador Paulo Paim (PT), o ex-governador Olívio Dutra (PT), a ex-deputada Manuela d’Ávila (PSOL) e os deputados federais Paulo Pimenta, Elvino Bohn Gass e Maria do Rosário.

Também participou Edegar Pretto, ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e coordenador da campanha de Lula no Rio Grande do Sul. Por fim, a agenda contou com os governadores eleitos da Bahia, Rui Costa, e do Piauí, Rafael Fonteles, ambos do PT.