São Conrado registra novas mortes em prática de voo livre
Queda de asa-delta matou instrutor e turista argentino e reforçou o histórico de acidentes na Praia de São Conrado.

A Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, registrou mais uma tragédia ligada ao voo livre em São Conrado na segunda-feira (2). A queda de uma asa-delta matou o instrutor brasileiro Luiz Eduardo Rodrigues dos Santos e o turista argentino Adrian Guillermo Arismendi. O caso se soma a outras ocorrências fatais na região, registradas nos últimos 12 meses.
Segundo informações relatadas à Polícia Civil pelo vice-presidente do Clube São Conrado de Voo Livre, Bruno Menescal, a asa-delta fez uma curva a baixa altura. Depois disso, a aeronave deslizou e colidiu contra a rampa da pista de pouso, ao lado de um muro.
Luiz Eduardo pilotava havia dez anos. No entanto, ele tinha obtido a carteira de instrutor um ano antes. Adrian era natural de Puerto Deseado, na Argentina, e havia chegado ao Rio na véspera do acidente.
Histórico de acidentes
O voo livre em São Conrado acumulou outras mortes desde novembro de 2025. Naquele mês, o bicampeão brasileiro de asa-delta Philip Eric Haegler morreu após perder o controle de um parapente. Ele tocou em uma asa-delta que vinha na direção contrária e caiu sobre a cobertura de um prédio com mais de dez andares.
Em fevereiro de 2026, o instrutor Rodolfo Pascoal Ladeira e a turista americana Jenny Colón Rodríguez morreram após a queda de uma asa-delta no mar de São Conrado. Já em agosto de 2026, o coronel do Exército Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima morreu após cair de parapente no mar.
Na ocasião, o clube de voo atribuiu o acidente a uma linha de pipa com cerol ou linha chilena na área de voo. Além disso, classificou o episódio como um “ato criminoso”.
As ocorrências recentes voltaram a chamar atenção para a segurança da prática na praia. O histórico reúne casos com asa-delta e parapente. Assim, a região segue marcada por acidentes fatais durante o voo livre.



