ClickRio
Últimas
Política

Paes volta a defender segundo turno no Rio e critica decisão do TSE

Ex-prefeito diz que vai retomar mobilização e afirma que a população do Rio tem o direito de votar novamente.

· 4 min de leitura
Paes volta a defender segundo turno no Rio e critica decisão do TSE
Foto: Reprodução

Eduardo Paes voltou a defender o segundo turno no Rio e afirmou que retomará a mobilização. A declaração ocorreu nesta terça-feira (3), após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre a eleição para o governo do estado.

Em vídeo publicado no Instagram, o ex-prefeito disse que evitou se pronunciar antes para não misturar a disputa jurídica com a eleição presidencial. Agora, porém, ele afirma que vai seguir com a defesa de uma nova votação no estado.

Paes cita votos de Garotinho

Paes argumenta que a anulação dos votos recebidos por Anthony Garotinho não deveria impedir a realização do segundo turno. Segundo ele, o ex-governador estava com os direitos políticos suspensos e não poderia ter concorrido. Ainda assim, cerca de 270 mil eleitores o escolheram nas urnas em 4 de outubro.

“Por causa deles, ninguém alcançou a maioria absoluta, ou seja, ninguém teve mais do que 50% dos votos”, afirmou. Ele acrescentou que a Constituição prevê segundo turno quando não há maioria absoluta. “O povo do Rio de Janeiro tem o direito de votar”, disse.

O PSD recorreu ao Supremo Tribunal Federal para tentar reverter o entendimento da Justiça Eleitoral. O partido defende que os votos recebidos por Garotinho sejam considerados no cálculo da maioria absoluta, mesmo após a invalidação.

Paes disse que respeitará qualquer decisão do Supremo. Além disso, agradeceu às manifestações de diferentes setores da sociedade fluminense em defesa de uma nova votação. Para ele, a discussão não trata de uma candidatura específica, mas da vontade das urnas.

Mobilização nas redes

A manifestação pública ocorre depois de uma mobilização de aliados e eleitores nas redes sociais. Vereadores e integrantes do secretariado municipal ligado a Paes publicaram mensagens pedindo uma nova votação.

Entre eles estão Joyce Trindade, Salvino Oliveira e Flávio Valle, todos do PSD. Criado após o primeiro turno, um canal no WhatsApp também foi rebatizado de “Exército do Dudu”, em referência ao movimento virtual de apoio ao presidente Lula.

O deputado federal eleito Renan Ferreirinha, que foi secretário municipal de Educação na gestão de Paes, também divulgou um vídeo convocando eleitores para participar do grupo e cobrar a realização do segundo turno. Assim, a pressão pela nova votação ganhou mais espaço nas redes sociais.

Em paralelo, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio recebeu uma nova Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra Paes. A coligação do governador eleito Douglas Ruas, “Rio Real”, acusa o ex-prefeito de abuso de poder no uso das redes sociais durante a campanha eleitoral.

Nova ação no TRE-RJ

A ação pede inelegibilidade por oito anos, além da cassação do registro ou diploma dos candidatos beneficiados, caso as irregularidades sejam confirmadas. O site ruasdeverdade.com é citado na denúncia, que diz que o conteúdo buscava desgastar a imagem de Douglas Ruas.

De acordo com a coligação, o site estava hospedado em servidores nos Estados Unidos, o que dificultaria o rastreio dos responsáveis. A denúncia também afirma que Paes divulgou o endereço do site durante um debate e incentivou o acesso do público.

O TRE-RJ entendeu que a petição trouxe indícios suficientes para abrir a investigação. Por isso, determinou a citação dos investigados para apresentação de defesa. A Justiça Eleitoral também ordenou que a Meta informe os dados cadastrais da conta @dudusemfreio_.

A decisão ressalta, contudo, que a abertura da ação não representa juízo de culpa. Autoria, custeio da página e eventual ligação com a campanha ainda dependerão da fase de coleta de provas.

Enquanto isso, Douglas Ruas também tem feito anúncios sobre seu governo. Nesta terça-feira, ele reafirmou o compromisso de criar uma Secretaria de Segurança Pública que reúna os comandos da Polícia Militar e da Polícia Civil.

O governador eleito ainda não informou quem comandará a pasta nem definiu o número total de secretarias. Segundo ele, o modelo segue o padrão adotado em diferentes estados do país.

A proposta, porém, já enfrenta resistência dentro das corporações. Policiais militares e civis, incluindo delegados e oficiais, reagiram de forma contrária à ideia de reunir novamente as duas polícias sob uma única secretaria.

Além disso, Anderson Moraes afirmou que ainda precisa avançar nas articulações para disputar a presidência da Assembleia Legislativa do Rio. O deputado disse que conversa com colegas, mas ainda busca apoio para a eleição da Mesa Diretora.

Segundo Moraes, a prioridade do futuro governo deve ser adequar os gastos públicos à capacidade de arrecadação do estado. Ele também disse esperar uma equipe com perfil técnico e afirmou que o governo deverá seguir as propostas apresentadas no plano de governo.