Carla Zambelli pede R$ 50 a apoiadores para seguir na Itália
Ex-deputada criou comunidade paga e citou Alexandre de Moraes ao falar sobre dificuldades para trabalhar e abrir conta bancária.

A ex-deputada federal Carla Zambelli pediu ajuda financeira a apoiadores nesta terça-feira (3). Ela quer custear a permanência na Itália, onde vive desde que deixou o Brasil em maio de 2025. A Carla Zambelli Itália também virou tema de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual ela anunciou uma comunidade virtual paga.
Segundo Zambelli, o acesso à comunidade terá mensalidade de R$ 50. Ela disse que precisa de apoio para continuar fora do país, enquanto enfrenta dificuldades para trabalhar e abrir conta bancária.
Pedido de apoio nas redes
No vídeo, a ex-parlamentar afirmou que a situação jurídica dela impede a abertura de conta-corrente. Além disso, ela citou nominalmente o ministro Alexandre de Moraes ao explicar o problema. “Moraes destruiu minha vida. Além de ter bloqueado tudo meu, ele me impediu de abrir conta-corrente”, disse.
Ela também afirmou que, na Itália, é preciso ter conta no próprio nome para conseguir emprego. Dessa forma, associou o pedido de ajuda à dificuldade de se manter no país. Ainda no vídeo, Zambelli prometeu conteúdos exclusivos e relatos sobre a experiência na prisão europeia.
“Nós vamos falar sobre tudo. Também vou passar um pouco da experiência que eu tive na prisão e o que isso me ensinou”, declarou. Segundo ela, o material pode ajudar os seguidores em algum aspecto da vida. A ex-deputada também disse que a comunidade abordará temas de várias áreas.
Processos e prisão na Itália
Zambelli tem cidadania italiana e saiu do Brasil em maio do ano passado. Depois disso, ela foi condenada pelo STF em dois processos. Em seguida, entrou na lista vermelha da Interpol.
No fim de julho daquele ano, a ex-parlamentar foi presa em Roma. Ela permaneceu detida até maio de 2026, quando ganhou liberdade. Agora, a Justiça italiana marcou para 24 de novembro a audiência que analisará o pedido de extradição ao Brasil.
A sessão estava prevista para outubro. No entanto, a defesa pediu mais tempo para examinar documentos enviados pelas autoridades brasileiras. Esses documentos tratam das condições de saúde e de detenção no sistema prisional do país.
Uma das condenações do STF prevê 10 anos de prisão. O caso envolve a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, ao lado do hacker Walter Delgatti Neto. O grupo inseriu documentos falsos na plataforma, inclusive um mandado de prisão contra Moraes.
Em outro processo, Zambelli recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão. A condenação trata de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O episódio ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022, em São Paulo, quando ela perseguiu um homem com uma arma em punho.



