Mpox: casos no Rio aumentam mais de 7 vezes e saúde reforça vacinas
Capital concentrou 74 infecções em dois meses; Ministério da Saúde anunciou reforço de vacinas para conter a doença no estado.

Os casos de mpox no Rio aumentaram mais de sete vezes nos últimos dois meses. No sábado (31), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou reforço no envio de vacinas para o estado. A medida busca conter o avanço da doença, principalmente na capital fluminense.
O Rio confirmou 74 infecções nesse período. Esse total supera em sete vezes o número registrado no mesmo intervalo de 2025. Além disso, setembro concentrou 45 casos, o maior volume mensal da cidade em três anos.
Setembro teve o maior número
As outras 29 ocorrências apareceram ao longo de outubro. Portanto, o aumento chamou a atenção das autoridades de saúde. A capital concentrou a maior parte das notificações, enquanto o estado também acompanha a evolução dos registros.
Mesmo com a ampliação dos lotes, a vacinação segue restrita a grupos específicos. Entre eles, estão pessoas com imunossupressão grave, profissionais de laboratório que manipulam o vírus e indivíduos que tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados.
Quem pode se vacinar
A vacinação universal continua descartada pelas autoridades de saúde. Segundo o texto, a produção de vacinas ainda é limitada. Além disso, o risco de contágio ou de evolução para formas graves na população geral é considerado baixo.
A Mpox, antes chamada de varíola dos macacos, é causada pelo vírus Monkeypox. A transmissão ocorre por contato físico direto, inclusive com lesões cutâneas, fluidos corporais ou gotículas respiratórias de pessoas infectadas.
Os sintomas mais comuns incluem feridas, manchas ou bolhas na pele. Também podem surgir febre, dor de cabeça, dores musculares e calafrios. O paciente ainda pode apresentar inchaço nos gânglios linfáticos, fadiga crônica e mal-estar geral.
O tratamento, para a população geral, busca aliviar os sintomas. Assim, a maioria dos pacientes se recupera de forma espontânea em até quatro semanas. Já vacinas e medicamentos específicos ficam restritos a casos críticos ou de alta vulnerabilidade.