Justiça manda Lais Jordy apagar vídeo contra petistas
Decisão atende ao MPT-RJ e dá 24 horas para retirada de postagem que incentivava demissões por voto político.

A Justiça do Trabalho determinou que Lais Jordy apague um vídeo contra petistas publicado em suas redes sociais. A decisão saiu por liminar nesta terça-feira (3) e atende a pedido do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro.
No conteúdo, a ex-candidata a deputada federal do PL pedia que empresários demitissem trabalhadores por preferências políticas. Segundo a Justiça, a postagem estimula discriminação e pode afetar o ambiente de trabalho.
Prazo para retirada do vídeo
O juiz Hernan Fleury Chaves Ribeiro fixou prazo de 24 horas, contado da intimação, para a remoção do material. Além disso, a decisão proíbe Lais Jordy de veicular, impulsionar ou compartilhar novos conteúdos com esse teor.
Se houver descumprimento, a multa diária será de R$ 20 mil. O magistrado considerou o teor da publicação e o alcance do perfil fatores que ampliam a hostilidade no ambiente profissional.
O Ministério Público do Trabalho também pediu indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos. Esse ponto ainda será analisado pela Justiça do Trabalho.
O que dizia a publicação
No vídeo, Lais Jordy afirmou: “demita um petista”. Ela disse ainda que o voto desse eleitor prejudicaria negócios, família e vida do empresário. Em seguida, pediu que o vídeo fosse compartilhado para ampliar a mobilização.
Lais Jordy disputou uma vaga na Câmara dos Deputados e terminou como suplente nas últimas eleições, com 35.234 votos. Ela é esposa do senador eleito Carlos Jordy, também do PL.
O caso ganhou repercussão porque a decisão judicial mira uma fala pública com conteúdo político e reflexos no trabalho. Assim, a Justiça buscou impedir novas publicações com incentivo à discriminação por voto.
PT na Alerj e cenário político
No mesmo dia, os deputados estaduais eleitos pelo PT se reuniram no Centro do Rio para discutir a nova Mesa Diretora da Alerj. No encontro, ficou definido que André Ceciliano conduzirá as articulações políticas para sua candidatura à presidência do Legislativo fluminense.
Participaram da reunião Elika Takimoto, Marina do MST, Allyson Elias, Zeidan, Raone Ferreira e Adilson Pires. Verônica Lima e Leonel de Esquerda não estiveram presentes.
A bancada também tratou da ampliação da representação petista na próxima legislatura. O partido passará de cinco para nove deputados, e o grupo avaliou os desafios do cenário político estadual e nacional.
Além disso, a reunião ocorreu após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a vitória da oposição no governo do Rio, com Douglas Ruas (PL). O movimento interno do PT busca alinhar a atuação do partido na Assembleia Legislativa.
Em outra frente da política fluminense, o Tribunal Superior Eleitoral aceitou o recurso do ex-presidente da Alerj Paulo Melo. Por 6 a 1, os ministros validaram o registro de candidatura dele, embora ele não tenha sido eleito.
A decisão pode alterar a distribuição de votos na Federação União Progressista e provocar reflexos na composição da Assembleia. Paulo Melo recebeu 33.546 votos nas últimas eleições e tentou voltar ao Legislativo depois de oito anos sem mandato.
O caso dele também envolveu questionamentos sobre uma investigação anterior ligada a jogo do bicho e caça-níqueis na Região dos Lagos. Os ministros, porém, entenderam que não havia elementos suficientes para vincular o ex-deputado às acusações.
Enquanto isso, o governo do estado enviou à Alerj projeto para alterar regras de ingresso no Corpo de Bombeiros, e a Casa começou a discutir o Orçamento de 2027. As pautas reforçam a sequência de debates políticos e institucionais no Rio de Janeiro.



