Aprovação de Trump segue em 32% na véspera da eleição nos EUA
Pesquisa Reuters/Ipsos mostra desgaste do presidente às vésperas da votação que pode mudar o controle do Congresso.

A aprovação de Trump permanece em 32% a um dia das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O índice aparece na pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (2). A votação está marcada para esta terça-feira (3).
O resultado mantém o governo perto de sua pior avaliação desde o início do mandato. Além disso, o percentual repete o levantamento da semana passada. Trump chegou a 31% de aprovação em 19 de outubro, sua mínima histórica até agora.
Eleitores independentes rejeitam Trump
Entre os eleitores independentes entrevistados, 50% disseram que pretendem votar contra Trump nas eleições legislativas. Na preferência partidária geral, os democratas aparecem com 46% das intenções de voto. Os republicanos somam 38%.
A pesquisa ouviu 1.765 eleitores nos Estados Unidos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Assim, os números indicam um cenário desfavorável para os republicanos na disputa pelo Congresso norte-americano.
Congresso em disputa
As eleições de meio de mandato renovam parte do Congresso dos Estados Unidos. O Legislativo é formado pela Câmara dos Representantes e pelo Senado. Desde a vitória de Trump em 2024, os republicanos controlam as duas Casas.
No entanto, esse quadro pode mudar com o resultado das urnas. Uma pesquisa publicada pelo jornal The New York Times nesta segunda-feira apontou vantagem democrata em quase todos os sete estados decisivos. Dessa forma, o partido pode conquistar a maioria no Senado.
A disputa também alcança a Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil. Um levantamento da Economist/YouGov, divulgado no fim de outubro, mostrou os democratas com 51,4% da preferência do eleitorado. Por isso, uma eventual perda da maioria nas duas Casas pode dificultar a aprovação de propostas do governo Trump.
O resultado desta terça-feira será decisivo para definir a correlação de forças em Washington nos próximos dois anos. Além disso, ele pode ampliar ou reduzir a capacidade do presidente de avançar sua agenda legislativa.



