helicópteros oficiais: Couto, cultura e gsi lideram uso no governo
Planilha do governo mostra deslocamentos com secretários, equipe da Operação Foco e outras autoridades estaduais.

helicópteros oficiais do governo do Rio voltaram a aparecer em registros recentes da gestão de Ricardo Couto. Entre julho e setembro, a planilha disponível no Portal da Transparência mostra deslocamentos frequentes da secretária de Cultura, Danielle Barros, e do chefe do GSI, Roberto Leão.
Nos 14 registros do período, os dois somam nove viagens. O próprio Couto aparece em apenas um voo, ao lado de Roberto Leão. A planilha também lista deslocamentos de outras autoridades e equipes estaduais.
Secretários concentram deslocamentos
Danielle Barros ocupa a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa desde 2019. Nos registros de julho e agosto, ela aparece em quatro viagens de helicóptero oficial.
Em 12 de julho, a secretária saiu do Heliporto da Lagoa, na Zona Sul do Rio, com destino a Nova Friburgo. A planilha registra uma parada no 11º Batalhão de Polícia Militar.
Duas semanas depois, em 28 de julho, ela embarcou para Pádua. No dia seguinte, surge em novo deslocamento, com saída de Pádua, passagem pelo Heliporto da Lagoa e destino final no 16º Grupamento de Bombeiro Militar, em Teresópolis.
O quarto registro, em 14 de agosto, mostra viagem do Heliporto da Lagoa para Itaocara. Nos quatro casos, a justificativa informada foi “transporte do secretário”.
Roberto Lisandro Leão, delegado de polícia, foi nomeado por Ricardo Couto para comandar o Gabinete de Segurança Institucional em 31 de março. Depois disso, ele também respondeu interinamente por outras pastas em momentos distintos.
Na relação de voos, Leão aparece em quatro registros, com saídas do helioponto da Lagoa Rodrigo de Freitas para Itatiaia, Campo Grande e Pinheiral. Em 26 de setembro, ele viajou para Saquarema com Couto e o desembargador José Roberto, do Tribunal de Justiça.
Segundo a planilha, essa viagem teve a justificativa de “transporte do governador”. Nos demais deslocamentos, o documento usa a mesma expressão para secretário, sem detalhar os compromissos.
Outros voos na planilha
Além disso, a planilha reúne duas viagens de equipes da Operação Foco, iniciativa do governo do Rio contra a sonegação fiscal. Ambas ocorreram em 1º de julho.
Uma delas teve destino em Itatiaia. A outra incluiu passagens por Levy Gasparian e Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
O documento também registra uma viagem, em 13 de agosto, para transportar a ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, o presidente do Incra, Cesar Aldrighi, e uma assessora a Campos dos Goytacazes.
Já o secretário estadual de Defesa Civil, Tarciso Salles Junior, aparece em dois deslocamentos em agosto. Um deles ocorreu em 7 de agosto, para Quissamã, com três integrantes do Corpo de Bombeiros. O outro aparece em 14 de agosto, mas sem destino detalhado.
A Secretaria estadual de Cultura enviou nota para explicar o uso do transporte oficial. A pasta afirma que a utilização das aeronaves atende acompanhamento presencial de projetos e políticas públicas em municípios fluminenses.
Segundo o comunicado, a fiscalização in loco, a entrega de equipamentos culturais e o diálogo com os municípios fazem parte das atribuições da secretaria. A pasta também diz atuar há quase sete anos com lisura, eficiência e cumprimento dos trâmites legais.
TCE-RJ suspende licitação em Maricá
Em outra frente, o Tribunal de Contas do Estado do Rio suspendeu a licitação para a nova sede da Câmara de Maricá. O projeto tem orçamento estimado em R$ 68,47 milhões.
A medida cautelar saiu após representação da Heeco Engenharia Ltda., que apontou possíveis irregularidades no edital. O corpo técnico do TCE-RJ identificou problemas nos critérios de qualificação técnica, e o Ministério Público de Contas concordou com a suspensão.
O tribunal também questionou exigências sobre experiência das empresas e a comprovação de instalação de elevadores. Agora, a Câmara de Maricá deve manter o processo suspenso e não pode adjudicar, homologar ou assinar contrato.
O presidente da Casa tem 15 dias para se manifestar. Em 2025, o prefeito Washington Quaquá autorizou a desapropriação de um terreno para ampliar a sede da Câmara.
Em São Fidélis, o TCE-RJ também analisa uma proposta da prefeitura para enfrentar um déficit atuarial de R$ 543,9 milhões no fundo de previdência. O plano prevê capitalização gradual em 25 anos, mas o tribunal já rejeitou modelo semelhante em Santo Antônio de Pádua.
Com isso, o município ainda precisa ajustar a proposta antes da análise definitiva. O processo também pede documentos complementares, como parecer jurídico e declaração de capacidade de cumprimento das metas.



