Douglas Ruas reage a sequestros de ônibus no Rio e fala em guerra
Governador eleito do Rio prometeu endurecimento no combate ao crime a partir de janeiro de 2027, após episódios no Complexo da Serrinha.

Douglas Ruas reagiu nesta sexta-feira (30) aos sequestros de ônibus no Rio de Janeiro. O governador eleito falou em endurecimento no combate ao crime a partir de janeiro de 2027, após os casos no Complexo da Serrinha, na Zona Norte.
Em publicação nas redes sociais, Ruas classificou a situação da segurança pública como uma guerra. Além disso, disse que o futuro governo vai adotar uma postura mais firme contra organizações criminosas.
“Vivemos em uma guerra. Se é guerra que eles querem, é guerra que eles vão ter a partir de janeiro”, declarou Ruas em sua página no Instagram.
A manifestação ocorreu depois de mais um episódio de violência que atingiu a rotina de passageiros e trabalhadores do transporte público. Segundo o texto divulgado, criminosos usam ônibus para bloquear vias e dificultar a atuação policial.
Recado ao crime organizado
Ruas também criticou os sequestros de ônibus no Rio e afirmou que a população não pode seguir sob medo. “Intolerável os sequestros dos ônibus hoje no Rio de Janeiro. Não podemos viver sob o medo imposto por criminosos que desafiam as autoridades e ameaçam a vida da população”, escreveu.
O governador eleito disse ainda que a segurança pública será uma das prioridades de sua administração. O mandato começa em 1º de janeiro de 2027, e ele prometeu uma nova postura no enfrentamento ao crime.
“Não vamos mais aceitar que a rotina dos cidadãos de bem seja afetada, como ocorreu nesta sexta-feira, no Complexo da Serrinha. A partir de janeiro de 2027, nosso estado terá uma nova postura no enfrentamento ao crime”, declarou.
Planejamento e integração
Além disso, Ruas afirmou que quer combinar endurecimento com planejamento operacional. Ele também citou maior articulação entre as instituições responsáveis pelo combate à criminalidade.
“Vamos agir com inteligência, planejamento, integração das forças de segurança e respeito às leis. O Rio não vai se curvar ao crime!”, afirmou.
Apesar do tom firme, o governador eleito não detalhou quais medidas pretende adotar nos primeiros meses de governo. Também não explicou como quer evitar novos episódios envolvendo o transporte coletivo.
Os sequestros de ônibus no Rio recolocam em discussão a vulnerabilidade do transporte público em áreas conflagradas. Dessa forma, o caso volta a expor os efeitos da atuação de grupos criminosos sobre motoristas, passageiros e moradores.
Eleito em primeiro turno, com mais de 4,2 milhões de votos, Ruas assumirá o Palácio Guanabara em janeiro. Até lá, a responsabilidade pelas operações policiais continua com a atual administração estadual.
Assim, a declaração do governador eleito antecipa o debate sobre a política de segurança que será adotada no próximo governo. O tema envolve atuação das polícias, inteligência e enfrentamento territorial das organizações criminosas.



