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Bets: Fux marca audiência no STF sobre efeitos da proibição

Supermercados e setor de apostas vão apresentar argumentos em audiência com 26 entidades na próxima terça-feira.

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Bets: Fux marca audiência no STF sobre efeitos da proibição
Foto: Reprodução

A disputa sobre o destino do dinheiro das audiência sobre bets chega ao Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima terça-feira, 3 de novembro. O ministro Luiz Fux convocou 26 entidades e confederações para discutir jogos e apostas.

O debate acontece dentro de uma ação apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL). A entidade questiona a proibição das bets adotada pelo governo em setembro.

Às vésperas da audiência, supermercados e empresas de apostas mantêm leituras diferentes sobre a medida. O varejo alimentar relata aumento nas vendas, enquanto a ANJL contesta a ligação entre esse avanço e a restrição aos jogos.

Clubs, governo e entidades

A audiência terá três blocos. Pela manhã, a partir das 10h, estão previstas manifestações de clubes de futebol, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Entre os clubes convocados estão Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa. Além disso, a programação inclui representantes de outras entidades ligadas ao tema.

À tarde, a partir das 14h, Fux ouvirá a Advocacia-Geral da União (AGU), os ministérios da Fazenda e do Esporte, e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Também participarão a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo a reportagem, a Fazenda será representada pela secretária de Prêmios e Apostas, Danielle Cardoso. Cada participante terá até dez minutos para falar.

Supermercados e apostas divergem

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) informou que o varejo alimentar cresceu 6,5% na semana de 5 a 11 de outubro de 2026. O resultado compara esse período com o mesmo intervalo do ano anterior.

De acordo com a entidade, as semanas posteriores à medida provisória de proibição das bets mostraram alta no volume de compras. O aumento apareceu sobretudo em produtos básicos, como arroz, óleo, macarrão e café.

A Abras disse ainda que o movimento alcançou supermercados, atacarejos e mercearias. O levantamento foi divulgado na quarta-feira, 28.

Já a ANJL rebateu a interpretação dos supermercados. A associação afirmou que os “dados oficiais e fatores macroeconômicos desmontam a narrativa”.

Para a entidade, a alta nas compras pode ter relação com a queda dos preços dos alimentos básicos. A ANJL também citou o reajuste do Bolsa Família como possível fator.

Além disso, a associação classificou como “suspeita” a divulgação do levantamento perto da audiência. A ANJL afirmou ainda que a proibição não interrompeu as apostas.

Segundo a entidade, milhões de pessoas continuam jogando em mais de 30 mil sites ilegais. Esses números foram atribuídos à própria associação.