Tarcísio vê candidatura à Presidência em 2030 após segundo mandato
Governador de São Paulo diz que decisão dependerá de resultados no estado e de conversa com seu grupo político.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2030. A candidatura à Presidência, porém, dependerá do desempenho de um eventual segundo mandato no estado.
Em entrevista, Tarcísio afirmou que uma decisão sobre o tema não será individual. Segundo ele, o assunto também passará por обсужão com seu grupo político.
“Terminando bem o segundo mandato, obviamente abre uma possibilidade”, declarou o governador. Ele acrescentou, contudo, que sua prioridade agora é cumprir compromissos com a população paulista.
Prioridade é São Paulo
Tarcísio disse que quer concluir obras e entregar resultados em áreas como saúde, segurança pública e infraestrutura. Além disso, citou a entrega de 14 hospitais durante o primeiro mandato.
De acordo com o governador, outras 20 unidades seguem em obras. Ele afirmou ainda que a ampliação da estrutura de saúde integra as metas de sua gestão.
O governador também disse que a melhoria da segurança pública e a realização de grandes projetos de infraestrutura estão entre as prioridades. “E aí 2030 é outra conversa”, afirmou.
Na avaliação dele, o cenário político e os resultados alcançados em São Paulo serão determinantes para uma eventual candidatura presidencial. Ele também mencionou sua fé religiosa ao tratar do futuro político.
Críticas ao governo federal
Na mesma entrevista, Tarcísio criticou a política fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, o aumento das despesas públicas pode dificultar o controle da inflação e dos juros.
O governador defendeu medidas de ajuste fiscal e disse que o país corre risco de recessão caso não enfrente o desequilíbrio nas contas. Além disso, questionou a disposição do PT para adotar contenção de despesas.
Tarcísio também citou compromissos ligados a benefícios sociais, reajustes acima da inflação e outras promessas do governo federal. Segundo ele, o governo precisa rever gastos contratados.
Reforma do orçamento
O governador defendeu uma reforma ampla do orçamento federal. Ele incluiu nessa proposta mudanças nas emendas parlamentares e nas regras de vinculação de receitas.
Na avaliação dele, sobra cada vez menos espaço para o governo distribuir recursos com liberdade. Por isso, Tarcísio defendeu mais flexibilidade orçamentária para ampliar a eficiência na aplicação do dinheiro público.
Ele também propôs recuperar a força da Lei de Responsabilidade Fiscal. Além disso, disse que o orçamento deve priorizar investimentos estruturantes, e não despesas que, segundo ele, não atendem a essa finalidade.
Sobre saúde e educação, Tarcísio afirmou que as duas áreas precisam ser analisadas em conjunto. Conforme o governador, essa leitura deve considerar as necessidades da população e as mudanças demográficas.
O governador ainda defendeu a desvinculação de receitas como forma de ampliar a liberdade de gestão. Questionado sobre o reajuste das aposentadorias em relação ao salário mínimo, ele respondeu: “É uma coisa para ser estudada”.
A declaração ocorre em meio à discussão sobre alternativas para reorganizar despesas e ampliar a capacidade de investimento do governo federal.



