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Operação policial na Zona Oeste suspende aulas e atendimento

Ação da PM em Padre Miguel e Realengo afetou 18 escolas e provocou restrições em unidades de saúde.

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Operação policial na Zona Oeste suspende aulas e atendimento
Foto: Reprodução

A operação policial na Zona Oeste do Rio alterou a rotina de moradores de Padre Miguel e Realengo nesta quinta-feira (29/10). A ação da Polícia Militar suspendeu aulas em 18 escolas municipais e afetou serviços de saúde. Além disso, a movimentação ocorreu durante ofensiva para remover barricadas e liberar acessos nas comunidades.

As secretarias municipais de Educação e Saúde informaram os impactos da operação. Segundo o levantamento, nove escolas atingidas atendem à Vila Vintém. As outras nove ficam nas regiões da Light e do Jardim Novo. Na saúde, uma unidade de Atenção Primária deixou de receber pacientes temporariamente.

Impacto nas escolas e na saúde

Outras três unidades de saúde também mudaram a rotina por causa da segurança. Nelas, as equipes passaram a atuar apenas nas dependências internas. As visitas domiciliares também foram suspensas, ainda que de forma temporária.

De acordo com as informações divulgadas, a operação policial na Zona Oeste afetou diretamente serviços usados todos os dias pela população. Por isso, a rede municipal precisou interromper parte do atendimento e das aulas na região.

PM atua para retirar barricadas

A ofensiva foi conduzida pelo 14º BPM (Bangu), com o objetivo de desobstruir acessos e enfrentar grupos armados. As barricadas instaladas nas ruas das comunidades servem para dificultar a entrada de viaturas e limitar a circulação de veículos.

Durante as buscas, os policiais detiveram sete pessoas e apreenderam dois fuzis e drogas, conforme balanço da corporação. A operação ainda seguia em andamento na manhã desta quinta-feira, e não havia informação sobre a identidade dos detidos.

As comunidades envolvidas já apareceram em outras ações policiais. Em abril, a Operação Pseudo Cacique teve como alvo integrantes da facção Amigos dos Amigos (ADA) no Jardim Novo. Na ocasião, seis pessoas foram detidas, e a apuração tratava da expansão da influência criminosa na região.

Até o momento, a Polícia Militar não divulgou o balanço final da ação desta quinta-feira. Também não havia informação sobre quando os acessos das comunidades seriam totalmente liberados.