Bolsonaro rejeita apoio a Alcolumbre e quer candidato do PL ao Senado
Ex-presidente defende candidatura própria em 2027 e liga a disputa no Senado à anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

Jair Bolsonaro defendeu que o PL dispute a presidência do Senado em 2027 e rejeitou apoio a Davi Alcolumbre. A posição apareceu após o segundo turno das eleições, em conversa com familiares. O tema gira em torno da disputa pelo Senado e da estratégia do partido no Congresso.
Segundo relatos atribuídos ao ex-presidente, ele quer uma candidatura própria para o comando da Casa. Além disso, Bolsonaro avalia que o tamanho do PL no Congresso deve se refletir na escolha dos dirigentes do Legislativo. A orientação contraria os movimentos de Alcolumbre para ampliar apoios dentro da legenda.
Anistia entra na articulação
Bolsonaro também defendeu que os parlamentares do partido priorizem uma anistia geral e irrestrita. A proposta alcançaria os envolvidos na trama golpista e nos atos de 8 de janeiro. Dessa forma, a anistia passou a integrar as negociações em torno do Senado.
Alcolumbre, por sua vez, tem sinalizado à direita a possibilidade de apoiar uma anistia. O gesto faz parte da busca por votos de parte do PL. No entanto, a posição de Bolsonaro reforça a resistência a esse entendimento.
Para o ex-presidente, o partido deve apresentar uma candidatura própria. Assim, ele evita atrelar a principal pauta da legenda à permanência de Alcolumbre no comando do Senado. Enquanto isso, a articulação política segue em busca de apoio para a próxima legislatura.
PL negocia espaço na Câmara
Na Câmara dos Deputados, a avaliação dentro do PL é diferente. Integrantes da legenda admitem apoiar Hugo Motta, desde que haja espaço ao partido. Além disso, a bancada quer sinalizações sobre pautas de interesse da oposição.
Uma eventual composição pode incluir participação na Mesa Diretora. Esse arranjo seguiria moldes do acordo da atual gestão. O partido também quer negociar o comando de comissões estratégicas.
Entre elas, estão a Comissão de Constituição e Justiça, a de Relações Exteriores e a de Segurança Pública. Assim, o PL pretende ampliar sua influência sobre a agenda legislativa. As comissões também podem servir como instrumentos de pressão sobre o novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
A legenda quer usar convocações, convites para esclarecimentos e pedidos de informação. Portanto, a negociação na Câmara não trata apenas da presidência da Casa. Ela também envolve a distribuição de cargos e a capacidade de fiscalização da oposição.
Hugo Motta deve se reunir com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O encontro busca avançar nas conversas sobre apoio à recondução. O desfecho dependerá das condições oferecidas ao partido nas negociações.



