Ricardo Nunes reconhece vitória de Lula e rebate carta de Flávio
Prefeito de São Paulo afirmou que cabe ao presidente governar e à oposição fiscalizar o novo mandato.

Ricardo Nunes reconheceu a vitória de Lula nesta quarta-feira (28) e contrariou a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL). O prefeito de São Paulo afirmou que o presidente do Brasil é “aquele que o TSE declarou eleito”. Além disso, ele disse que a oposição deve fiscalizar o próximo governo.
A declaração veio após Flávio divulgar uma primeira versão do documento. Nela, o senador se apresentou como “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Depois, ele alterou o texto e passou a se descrever como “líder do Brasil”.
Economia no foco
Nunes apoiou Flávio durante toda a campanha, mas reconheceu o resultado anunciado pela Justiça Eleitoral. Agora, o prefeito direcionou suas cobranças ao novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o governo precisa corrigir os rumos, principalmente na economia.
“Cabe agora ao Lula governar buscando corrigir os rumos, principalmente da economia, e a oposição fiscalizar e cobrar o cumprimento das promessas”, declarou.
Com isso, o prefeito manteve uma postura de oposição, porém sem contestar a eleição. Na fala reproduzida, ele não citou medidas específicas para a área econômica. Ainda assim, enfatizou que a cobrança deve continuar ao longo do novo governo.
Também houve reação de Tarcísio
Na mesma quarta-feira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também defendeu o respeito ao resultado eleitoral. Aliado de Flávio, ele afirmou que “a eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente”.
“O caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, disse o governador.
As falas ocorreram em meio à repercussão da carta de Flávio Bolsonaro. Depois da reação ao texto, o senador retirou as referências a “presidente eleito”. Além disso, publicou uma nova versão, já com a expressão “líder do Brasil”.
O documento saiu quando Flávio já estava nos Estados Unidos. De lá, ele disse que pretende liderar a oposição ao governo Lula. No entanto, as declarações de Nunes e Tarcísio seguiram na direção oposta, com defesa do resultado das urnas.



