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Governo registra 45 casos de violência política e dez mortes

Balanço divulgado após o segundo turno cita atropelamentos, agressões, disparos e ataques contra povos indígenas.

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Governo registra 45 casos de violência política e dez mortes
Foto: Reprodução

O governo federal registrou violência política em 45 casos desde sábado, 24, véspera do segundo turno. O balanço, apresentado nesta quarta-feira, 28, também aponta dez mortes no país. O levantamento inclui atropelamentos intencionais, espancamentos, esfaqueamentos e ataques contra povos indígenas.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou que o governo vai coordenar ações para responsabilizar os envolvidos. Além disso, ele disse que houve agressões contra pessoas que comemoravam a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), incluindo mulheres, idosos e crianças.

“As medidas que nós vamos anunciar aqui hoje respondem ao anseio e a um sentimento da sociedade que não tolera violência política. Isso não cabe na democracia, isso é próprio de barbárie”, declarou.

Mortes e agressões

Entre os dez assassinatos contabilizados, três tiveram indígenas como vítimas. O levantamento também relaciona sete casos de atropelamento intencional e 14 agressões físicas, como espancamentos e esfaqueamentos.

Foram informados ainda cinco casos de disparos de arma de fogo, cinco de coação de povos indígenas e seis de abuso de autoridade e violência policial. Contudo, as quantidades por categoria somam 47 registros, embora o total anunciado seja de 45 casos.

O material divulgado não esclarece se houve repetição de episódios em mais de uma categoria. Também não detalha a distribuição dos registros por estado.

Estados com mais ocorrências

Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina aparecem como os estados com maior número de ocorrências. Porém, o documento não informa quantos casos cada um registrou.

Boulos afirmou ainda que o resultado eleitoral não pode justificar ataques. Ele prestou solidariedade às famílias das vítimas e disse que não haverá impunidade.

“Não haverá impunidade nesses casos. Isso é inadmissível. Nós vivemos um processo democrático e, como em toda eleição, um ganhou e o outro perdeu”, disse.

Segundo o ministro, os responsáveis pelos homicídios serão investigados e punidos. A manifestação citou um compromisso de atuação federal, mas não detalhou quais medidas serão adotadas.

Atuação das polícias

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que monitora os casos. Além disso, acompanha o trabalho das polícias civis e militares na apuração das ocorrências tratadas como crimes comuns.

A pasta também citou a atuação do Ministério Público. A Polícia Federal, por sua vez, apura os episódios que se enquadram em sua competência.

Entre os exemplos citados pelo ministério estão ataques a indígenas, crimes eleitorais e violência digital contra mulheres. Dessa forma, o governo relaciona o tema à atuação integrada dos órgãos de segurança.