Roberto Maya morre aos 91 anos e deixa marcas na TV e na dublagem
Ator, apresentador e dublador trabalhou em novelas, no rádio, no cinema e deu voz a personagens conhecidos.

A morte de Roberto Maya aos 91 anos encerrou uma carreira ligada à televisão, ao rádio e à dublagem. O ator, apresentador e dublador morreu na terça-feira (27), em Campinas, no interior de São Paulo, por insuficiência respiratória.
Ele estava internado no Hospital Beneficência Portuguesa. A confirmação da morte veio do sobrinho do artista, Fábio Hilkner, que repassou a informação ao Museu Brasileiro de Rádio e Televisão.
Carreira começou no rádio
Roberto Maya iniciou a trajetória artística nos anos 1950, com trabalhos no rádio e no teatro. Depois disso, ele ampliou a atuação para o cinema e a televisão. Além disso, passou por diferentes formatos de comunicação e entretenimento ao longo das décadas.
Na televisão, ele integrou o elenco de O profeta, na Tupi, em 1976, e de Éramos seis, em 1977. Na Globo, participou de Final feliz, de 1982, e de Paraíso tropical, de 2007, onde interpretou Xavier.
O artista também apresentou Documento especial. O programa passou por diferentes emissoras, entre elas a Rede Manchete e o SBT. Assim, ele consolidou uma presença variada na TV brasileira.
Personagens e homenagens
Na dublagem, Maya deu voz ao tigre Shere Khan, de Mogli — O menino lobo, animação de 1967. Ele também dublou o Super-Homem na série animada Super Amigos, de 1973. Por isso, sua voz ficou associada a personagens conhecidos de diferentes gerações.
No cinema, participou de pornochanchadas, entre elas A herança dos devassos, de 1979, ao lado de Sandra Bréa. Esses trabalhos se somaram às passagens pelo rádio, pelo teatro e pela televisão.
A notícia da morte de Roberto Maya repercutiu nas redes sociais. Fãs lembraram a voz e a presença cênica do artista. “Uma das mais belas vozes da história da TV brasileira”, escreveu um internauta.
Outro comentário destacou a trajetória do ator. “Talento e marcante presença cênica. Aplausos em todas as dimensões”, publicou um fã. O jornalista Luiz Santoro também lamentou a perda e recordou a convivência profissional com Maya.
“Meu amigo e colega de bancada, no Jornal da Manchete, Roberto Maya, faleceu ontem, 27 de outubro, de insuficiência respiratória, no Hospital da Beneficência Portuguesa, em Campinas”, escreveu Santoro.



