Kassio reafirma legitimidade das eleições e evita citar Flávio Bolsonaro
Presidente do TSE disse que questionamentos dentro do processo legal serão analisados pela Justiça Eleitoral.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, reafirmou nesta quarta-feira (28) a legitimidade do resultado das eleições. A declaração ocorreu em meio à repercussão de uma carta de Flávio Bolsonaro (PL), após a disputa presidencial.
Sem citar Flávio nem o documento, o ministro afirmou que o eleitorado escolheu seus representantes de forma legítima. Além disso, disse que o segundo turno transcorreu “dentro da mais absoluta normalidade”.
O presidente do TSE também informou que a Justiça Eleitoral vai examinar eventuais contestações pelos meios previstos na lei. Portanto, segundo ele, os questionamentos apresentados dentro do devido processo legal terão análise e resposta.
Questionamentos seguem no TSE
“Informo que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos”, declarou Kassio. A manifestação reforça o reconhecimento do resultado eleitoral e, ao mesmo tempo, mantém aberta a análise formal de pedidos.
O ministro não antecipou decisões sobre possíveis recursos. Também não comentou diretamente as declarações do senador derrotado na eleição presidencial.
A fala ocorreu três dias após a votação que deu a vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto isso, Flávio mudou a versão de uma carta divulgada após o resultado.
Na primeira redação, o senador se apresentou como presidente eleito do Brasil. Depois, o texto foi alterado, e ele passou a se definir como “líder do Brasil”.
Flávio muda discurso após derrota
Desde a derrota, Flávio apresentou posições diferentes sobre os próximos passos. No domingo, ele afirmou que pediria a anulação da eleição. Já na segunda-feira (26), divulgou um vídeo e sinalizou que desistiria desse questionamento.
Na gravação, o senador também criticou a determinação do ministro Alexandre de Moraes sobre a entrega dos passaportes. Além disso, disse que permaneceria no Brasil para liderar a oposição.
Apesar dessa declaração, Flávio entrou nos Estados Unidos nesta quarta-feira (28). Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, ele e familiares receberam um registro humanitário, que autoriza a permanência em território americano por um ano.
Questionado sobre a situação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou endossar a manifestação. Ele disse que não se envolveria na turbulência política brasileira.



