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Polícia investiga denúncia de estupro contra MC Poze do Rodo

Adolescente de 16 anos acusa o cantor de fato ocorrido no Recreio, na Zona Sudoeste do Rio, segundo a polícia.

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Polícia investiga denúncia de estupro contra MC Poze do Rodo
Foto: Reprodução

denúncia de estupro contra MC Poze do Rodo é investigada pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav). A apuração envolve uma adolescente de 16 anos e ocorreu nesta quarta-feira (28), no Rio de Janeiro. Segundo o relato, o caso teria acontecido no fim de setembro, na casa do cantor, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste.

A jovem afirma, por meio da defesa, que estava sob efeito de drogas oferecidas por Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, nome de batismo do artista. Ela também diz que não estava plenamente consciente quando ficou no quarto com ele. Além disso, a adolescente relata que avisou que queria usar preservativo, mas o cantor teria recusado.

“Ela verbalizou expressamente que queria usar preservativo, ele disse que não usa e continuou. Ela estava sob efeito de entorpecentes”, afirmou a advogada, em entrevista à TV Globo.

Relato fala em ameaça e constrangimento

A defesa da adolescente sustenta que ela foi vítima de estupro, ameaça e constrangimento ilegal. Segundo o relato, dois dias depois do episódio, a jovem teria sido coagida a voltar à casa do cantor. Na ocasião, ela afirma que foi obrigada a tomar diversos medicamentos enquanto ele mantinha seu celular.

De acordo com a jovem, o cantor também teria ameaçado fazê-la desaparecer caso se recusasse a tomar os remédios. Ela disse ainda que o artista falou que pediria a um dos amigos que desse um fim nela. A adolescente passou por atendimento no Instituto Médico Legal (IML), e a defesa pediu medidas protetivas.

A Polícia Civil informou que os supostos autores serão intimados a prestar esclarecimentos na delegacia especializada. Além disso, a corporação disse que diligências seguem em andamento para apurar os fatos.

Outros desdobramentos políticos

O caso integra uma sequência de fatos que envolve também outros nomes citados na política fluminense. Nesta quarta-feira (28), a Polícia Civil prendeu Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, professor e assessor parlamentar, acusado de participar de uma rede de exploração sexual de menores. A deputada federal Talíria Petrone (PSOL) anunciou a exoneração do assessor.

Segundo a investigação, Carlos Alberto atuou por anos em gabinetes na Assembleia Legislativa do Rio e na Câmara dos Deputados. Ele também trabalhou como professor e pesquisador, com trajetória acadêmica ligada a temas de mineração e impactos ambientais.

Talíria afirmou que recebeu a informação com surpresa e determinou o desligamento do assessor. Já o deputado Flávio Serafini declarou que repudia violência ou abuso sexual e que o caso seguirá para apuração. A Polícia Civil também investiga outros suspeitos ligados ao mesmo inquérito.

Em outro desdobramento do noticiário político, a Câmara do Rio aprovou um projeto de lei que cria um programa de formação cívica nas escolas públicas. A proposta, de autoria da vereadora Alana Passos (PL), ainda depende de análise do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).

Além disso, o ex-prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, voltou ao cargo de assessor de Relações Institucionais da PortosRio. Segundo a estatal, ele pediu o cancelamento de uma viagem ao Japão que estava prevista em sua agenda.