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PF apontou risco de fuga de Flávio Bolsonaro ao STF

Investigação citou Willer Tomaz, Daniel Vorcaro e estruturas no exterior ao pedir apreensão de passaportes.

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PF apontou risco de fuga de Flávio Bolsonaro ao STF
Foto: Reprodução

A risco de fuga Flávio Bolsonaro apareceu em um pedido da Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal, nesta apuração sobre a derrota do senador na eleição presidencial. Os investigadores citaram a saída do advogado Willer Tomaz, o poder econômico dos envolvidos e estruturas já estabelecidas no exterior.

Segundo a PF, esses fatores indicavam risco concreto de evasão do território nacional. O pedido chegou ao gabinete de Alexandre de Moraes para apreender os passaportes de Flávio e impedir sua saída do país.

Elementos citados pela PF

A corporação também mencionou movimentações financeiras ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. Além disso, apontou uma recomendação pública feita por Eduardo Bolsonaro para que o irmão deixasse o Brasil caso perdesse a disputa presidencial.

Para os investigadores, a análise conjunta desses elementos mostrava que havia risco concreto de fuga. A PF ainda destacou que Willer Tomaz deixou o Brasil em 25 de agosto e não há registro de retorno.

De acordo com a investigação, o advogado estaria nos Estados Unidos, ao que tudo indica em Miami. Mesmo assim, ele teria descumprido decisão anterior que proibia sua saída do país e determinava o cancelamento dos passaportes.

A PF classificou o caso como evasão bem-sucedida. Além disso, afirmou que Willer dispõe de recursos financeiros suficientes para permanecer indefinidamente no exterior.

Dinheiro e estruturas no exterior

Outro ponto citado foi o expressivo poderio econômico dos investigados. A Polícia Federal disse que ainda apura o destino dos recursos enviados por Daniel Vorcaro aos Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro afirma que os valores financiaram o filme Dark Horse. No entanto, os investigadores ainda não descartaram a hipótese de parte do dinheiro ter sustentado a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

A corporação também mencionou estruturas previamente estabelecidas fora do Brasil. Segundo a PF, elas poderiam dar condições para uma estadia prolongada do senador no exterior.

Essas suspeitas seguem em investigação e não comprovam, por si sós, financiamento de fuga. Ainda assim, a PF tratou o conjunto como indicativo de risco.

Pedido após a derrota eleitoral

A manifestação de Eduardo Bolsonaro também entrou na análise da PF. Dias antes do segundo turno, ele disse que Flávio deveria deixar o Brasil se perdesse nas urnas.

Ao examinar a fala, os investigadores registraram que Eduardo justificou a sugestão com perseguição política. Conforme a PF, esse argumento jamais foi demonstrado.

A corporação lembrou ainda que Eduardo foi condenado pelo STF por atuação nos Estados Unidos. Ele teria articulado sanções contra autoridades brasileiras e pressionado integrantes do Judiciário.

Segundo a PF, o pedido não deveria ser visto isoladamente. Por isso, o órgão juntou a fala de Eduardo, a saída de Willer Tomaz e as condições financeiras dos investigados.

O pedido chegou ao gabinete de Alexandre de Moraes sete minutos depois da confirmação da derrota de Flávio Bolsonaro pelo TSE, no domingo (25). O ministro acolheu a solicitação naquela noite, sem consulta prévia à Procuradoria-Geral da República.

Flávio foi intimado na segunda-feira (26), durante visita a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Ele recebeu 24 horas para entregar os passaportes, mas não cumpriu a determinação.

Depois disso, a Polícia Federal cancelou os documentos nesta terça-feira (27). Paralelamente, aliados receberam informações de que o senador teria deixado o Brasil após a decisão judicial.

Além da apreensão dos passaportes, a PF pediu proibição de saída do país e de contato com Willer Tomaz. Dessa forma, os investigadores disseram buscar reduzir riscos de fuga, reiteração criminosa e prejuízo às investigações, sem necessidade de prisão preventiva.

Para entender o papel do STF nesse tipo de decisão, a medida depende da análise do relator e dos elementos reunidos pela investigação.