Paulo Figueiredo evita falar sobre paradeiro de Flávio Bolsonaro
Aliado do senador nos Estados Unidos pediu que jornalistas parassem de insistir em contato sobre os rumores de viagem.

Paulo Figueiredo evitou esclarecer o paradeiro de Flávio Bolsonaro nesta terça-feira (27). O apresentador, que vive nos Estados Unidos e mantém proximidade com o senador, pediu que jornalistas interrompessem os contatos.
A procura aumentou após a repercussão de uma informação sobre uma suposta viagem do parlamentar. No entanto, autoridades argentinas informaram que não há registro de entrada dele no país.
Pressão de jornalistas
Figueiredo disse que recebeu mensagens e ligações de repórteres interessados no caso. Em resposta, ele enviou um recado coletivo e afirmou que não falaria naquele momento.
“Meu celular está sendo bombardeado por mensagens e ligações insistentes e inconvenientes”, escreveu. “Neste momento… não estou afim de falar com a imprensa.”
Além disso, ele pediu que os profissionais não insistissem. Segundo a mensagem, qualquer posicionamento futuro partiria dele próprio, caso decidisse falar sobre o assunto.
O que disseram na Argentina
O portal argentino Infobae informou que Flávio teria cruzado a fronteira para seguir rumo aos Estados Unidos. A publicação também afirmou que ele usaria seu documento nacional de identidade em Puerto Iguazú.
Conforme a mesma versão, o senador embarcaria em um Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, com destino aos Estados Unidos. Porém, a informação não foi confirmada pelas autoridades.
De acordo com o governo argentino, a Direção Nacional de Migrações não registrou a entrada do senador no território do país. Ainda segundo a apuração citada, a Polícia Federal realiza buscas nas fronteiras para verificar se ele deixou o Brasil.
Também houve verificação sobre a lista de passageiros de um jatinho com destino a Miami. Segundo autoridades do aeroporto de Puerto Iguazú, Flávio Bolsonaro não consta nessa relação.
Decisão do STF sobre os passaportes
Na segunda-feira (26), Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o cancelamento dos passaportes emitidos em nome de Flávio. Ele também proibiu a saída do país.
A Polícia Federal intimou o senador naquela manhã para entregar os documentos em até 24 horas. A ordem incluiu o passaporte comum, o diplomático e eventuais documentos de outras nacionalidades.
A medida veio um dia depois da derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial. Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, negou que o senador tenha saído do Brasil.



