Flávio Bolsonaro chega a Miami e recebe apoio de Eduardo
Senador deixou o Brasil após a derrota na eleição presidencial e, segundo relatos, foi recebido pelo irmão nos Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro Miami ganhou destaque após a chegada do senador aos Estados Unidos, segundo relatos de aliados. Ele desembarcou em Miami após deixar o Brasil dois dias depois da derrota na eleição presidencial.
De acordo com pessoas próximas à família, Eduardo Bolsonaro recebeu o irmão na cidade. Eduardo mora no Texas e, ainda segundo esses relatos, viajou à Flórida com a esposa e os filhos para encontrá-lo.
Além disso, os mesmos relatos afirmam que Eduardo articulou a saída do senador com autoridades americanas. O governo dos Estados Unidos já anunciou que concederá vistos a Flávio e à família.
Orientação para ficar no Brasil
A ida ao exterior contrariou a orientação dada a Flávio em uma reunião na segunda-feira, 26. Aliados e advogados recomendaram que ele permanecesse no Brasil.
Segundo participantes ouvidos sobre o encontro, o senador estava transtornado e demonstrava medo de ser preso. Por isso, recebeu a sugestão de assumir a liderança da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A avaliação apresentada era de que Flávio poderia reunir apoiadores de Jair Bolsonaro. Assim, ele transformaria o resultado eleitoral em base de atuação política nos próximos anos.
Mensagem a Rogério Marinho
Na manhã desta terça-feira, 27, Flávio enviou uma mensagem a Rogério Marinho. Na comunicação, o senador disse que precisava espairecer.
Depois desse contato, segundo o relato publicado, Flávio ficou incomunicável. Marinho foi apontado como o último aliado a falar com ele antes da interrupção das comunicações.
A mensagem ocorreu na manhã seguinte à reunião em que o senador havia sido aconselhado a continuar no país. Além disso, a orientação previa que ele organizasse sua atuação como opositor ao governo reeleito.
Encontro com parlamentares
Antes de sair do Brasil, Flávio havia combinado um encontro com deputados e senadores do PL. A reunião estava marcada para a terça-feira seguinte.
O objetivo era organizar as próximas mobilizações políticas. Dessa forma, a viagem aos Estados Unidos aconteceu enquanto aliados esperavam a continuidade da articulação anunciada após a eleição.
Por fim, os relatos sobre a viagem atribuem a Eduardo Bolsonaro participação direta na recepção e na articulação da ida do senador. Até agora, as informações citadas partem de pessoas próximas aos irmãos.



