Flávio Bolsonaro e Índia Armelau viram alvo de ações e investigação
MPT pede multa à deputada e PF apura saída de Flávio Bolsonaro do país após ordem do STF.

A Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho movimentaram a política nesta terça-feira, com medidas envolvendo Flávio Bolsonaro e Índia Armelau. Enquanto a PF checava informações sobre a saída do senador do país, o MPT-RJ ajuizou ação civil contra a deputada estadual por assédio eleitoral.
No caso de Flávio Bolsonaro, a PF informou que cancelou os passaportes do senador depois do prazo para entrega dos documentos. A medida ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a apresentação dos passaportes até esta terça-feira.
PF e STF
A apuração da PF inclui checagem de voos entre Brasil e Argentina. Segundo informações citadas no texto original, há suspeitas de que o senador tenha deixado o país pela fronteira argentina, mas isso não teve confirmação oficial.
Também houve menção a um voo particular com destino a Miami, cancelado em Puerto Iguazú. A aeronave, um Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW, chegou à cidade com três tripulantes, e a decolagem estava prevista para a madrugada.
O texto original informa ainda que não há registros formais de saída do Brasil. Além disso, autoridades brasileiras e argentinas não confirmaram passagem regular de Flávio Bolsonaro pela fronteira.
A decisão de Moraes integra investigações sobre lavagem de dinheiro, evasão de divisas e possíveis irregularidades financeiras ligadas ao filme “Dark Horse”. O senador também aparece em apurações sobre uso de plataformas de apostas e sobre valores recebidos do banqueiro Daniel Vorcaro.
MPT pede punição a Índia Armelau
Em outra frente, o MPT-RJ entrou com ação civil contra Índia Armelau, deputada estadual mais votada do Rio. O órgão pede indenização de R$ 500 mil por dano moral coletivo.
Segundo o MPT, a parlamentar publicou mensagem nas redes sociais incentivando empresários a demitirem funcionários por escolha política. Na postagem, feita após a vitória de Lula no segundo turno, ela escreveu: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’”.
O MPT sustenta que a mensagem estimula assédio eleitoral e discriminação por convicção política. O órgão também pediu a retirada da publicação e a divulgação de um comunicado no mesmo perfil.
Em caso de descumprimento, o MPT pede multa de R$ 100 mil por obrigação. A Justiça ainda vai analisar o pedido. A ação ocorre em meio ao debate sobre limites da atuação política nas redes sociais.
Enquanto isso, o caso de Flávio Bolsonaro segue em acompanhamento. A PF informou que ainda não tem confirmação oficial sobre o paradeiro do senador.



